Notas
e artigos sobre crítica de arte na Revista Illustrada
contribuição de Rosangela de Jesus Silva
Figura intrigante, crítica, política e
ativa, Angelo Agostini marcou com seu traço a história brasileira. Nos
periódicos pelos quais passou, ficou seu caráter militante, sua ironia e comicidade estampados nos seus comentários. Suas
críticas provocaram inquietações e descontentamentos para os quais a imprensa
serviu de tribuna de discussão. O presente levantamento reúne os textos
publicados na Revista Illustrada, entre 1876 e 1888, período no qual esta a frente do
períodico. Texto disponível no
site: http://www.dezenovevinte.net/
* * *
1876, ano I,
n.10, p.2
Rio, 4 de março de 1876.
Um penoso dever obriga-nos, por hoje, a sahir além do nosso estylo para consignar aqui um acontecimento que nos enluta o coração: a morte de Luigi Borgomainerio, nosso apreciado collega, presado amigo, redactor do Figaro.
Victima do terrível flagello que assola essa cidade, vimol-o hontem frio, hirto e inanimado; inerte aquella mão que com tanta arte dirigia o lápis e o pincel; imóvel aquelle coração, sede dos sentimentos de honra, de probidade e do amor extremado da família; embaciados aquelles olhos onde irradiava o fulgor do gênio, brilhava a luz da intelligecia e faiscava a scentelha do espirito!
Se para acontecimentos semelhantes, ha, nesse transe supremo, alguma cousa que possa attenuar a dôr de um coração irmão e amigo, nos o sentimos vendo o seu leito mortuário cercado de affeições, que unisonas o pranteavam e bendiziam de sua memoria, e porque Luigi Borgomainerio durante o tempo que viveu entre nós, embora limitado, so angariou affeições, sem que contasse um unico inimigo!
Parece inverosimel que um homem de bem e um artista de merito não os tivesse: mas Borgomainerio era homem honesto sem fazer praça de suas qualidades sociaes; era artista distincto, mas não blosonava de seu saber para [humilhar nem] amesquinhar quem quer que fosse: era honrado sem basofia, intelligente sem orgulho. Entre o muito que sabia só não sabia fazer inimigos.
A mão inexoravel do destino pezou cruel sobre sua desolada família, e sobre nós, fazendo tambar aquella vida preciosa ao seu contacto funesto, e deixou-nos um recurso único: o de pranteal-o!
É o que fazemos pagando esta fraca homenagem a sua intelligencia, este tenue testemunho ao seu nobre caracter esta pungente lagrima à sua memoria.
A Redacção.
L. Borgamainerio
Ao ser entregue á sepultura o corpo do nosso infeliz collega, o amigo querido Borgomainerio, pronunciou o Sr. F. de Menezes as seguintes palavras repassadas de saudade.
“Vieste da Europa como soldado da ideia para auxiliares a todos os que pensamos n’esta terra na batalha contra a ignorância, contra as trévas o contra a maldade e tombas no me[i]o da peleja e apagas-te, luz da civilisação. No chão em que te debatias encontras a sepultura! Se é triste o casa lembrando teus filhos e tua esposa que ahi ficam ão desamparo, é glorioso não obstante por isso que morrestes trabalhando. Ahi estás, soldado, mas amortalhe-te a bandeira do futuro que ha um dia de tremular na cupola dos dois mundos então livres, desassombrados, libertos de todas as supertições. Para tanto lutaste! E’s mais um homem de talento que extingue-se neste paiz, e portanto mais um que ficamos á dever a Europa.
A america pagará um dia. Não será a tua sepultura das que jazem mudas e obscuras, não, a cova que guarda um homem de gênio falla e brilha no silencio e na escuridão das noites do cemitério e acorda ideias nos cerebros dos passam soletrando os epitaphios. Adeus. Não quero demorar um instante sequer o teu deitar no derradeiro leito. Eu devia-te esta despedida, talento honesto e caracter sem maculas! Adeus. Teus compatriotas vão saber que os brazileiros applaudiram teu engenho e choraram a tua morte. Adeus, cabeça espherica aonde a Phantasia habitava; a morte sumiu nos gelos a fôr do céu, mas o perfume ficou. Quanto aos teus ophãos e mulher, os que aqui estamos dizemos-te á beira da tua sepultura que os restituiremos á tua e a pátria d’eles para que lá vão fallar de ti e consolar tua sublime mãi, a Itália. Lá tivestes o berço, aqui o tumulo: é bello ter merecido aquelle céu ao abrir os olhos e este, perenne de azul e de esperanças, como tecto do leito final.
Boa noite peregrino. Até amanhã, as portas da Eternindade, ao clarão da madrugada divina. Até á vista, Borgomaineiro!
Sem assinatura
1876, ano I,
n.43, p.3
Escrever um livro não é facil.
Pintar um livro,
porém, é mais difficil.
Desenhar com a
palavra é difficultoso, mas é commum; escrever com o desenho é mais
difficultoso ainda e menos trivial.
Portanto,
escrever um livro sem palavras, isto é desenhar um livro, é um trabalho de
superior quilate.
Principalmente
quando o desenho, o traço, o risco é de tão facil comprehensão como a palavra.
Alcançar este
resultado é alcançar uma Victoria.
A idéa
escripta dá que se admire um talento.
A idéa
desenhada dá dous talentos a admirar.
No primeiro
caso ha o fundo; no segundo, além do fundo, ha a fórma.
E, pois, quem
escreve um livro é um talento; quem pinta um livro é dous talentos.
Isto tudo vem
a proposito do Album de caricaturas, que sob o titulo – Phrases e
anexins da lingua portugueza – publicou o Sr. Bordalo Pinheiro.
O livro é
impresso em Lisboa, que póde honrar-se com aquellas
finas gravuras.
Dizer do
merecimento artistico do desenho é ocioso; não ha quem não conheça ahi o mérito
dos desenhos do Sr. Bordalo Pinheiro.
Os desenhos do
Album são desenhos que fallam; abre-se a pagina, e em cada desenho lê-se
o anexim, lê-se a phrase representada.
Escrever a
phrase, escrever o anexim em cada desenho foi modestia de seu autor.
Prece esse
mimoso trabalho do illustre caricaturista um prefacio não menos mimoso do Sr.
Julio Cesar Machado.
Se o Sr.
Bordalo escreveu um livro de anexins com seus desenhos, o Sr. Julio Cesar
Machado, desenhou uma biographia com as palavras do seu prefacio.
Prefacio e
desenho são dous trabalhos que se completam, sem no emtanto, carecer um do
outro para por si só valer tudo.
O desenho do
Sr. Bordalo é uma chave de ouro que fecha o prefacio do Sr. Julio Cezar.
O prefacio do
Sr. Julio Cesar é outra chave de ouro que abre o cofre dos desenhos do Sr.
Bordalo.
Honra aos dous
desenhistas! Honra aos dous escriptores!
GR.
1877, ano II,
n.64, p.3
*
A Opinione de Italia, fez ultimamente grandes elogios á tela do Dr. Pedro Americo. Para que Dr. quando se trata de um grande artista?...
*
A julgar pelo artigo da Opinione, o que mais celebrisa a Batalha de Avahy são as tres visitas que lhe fez nosso monarcha!
É o que o critico mais fez notar!
*
Concluindo sua noticia sobre a afamada tela, diz a Opinione:
É um quadro que tanto honra o artista quanto o monarcha brazileiro.
*
Honra o artista.... Estamos de acordo de de[sic] que o quadro é bom...
Mas o monarcha! Opinione do meu coração?
*
Si S. Magestade deu também alguma pincelada na Batalha de Avahy, o quadro não deve honrar o artista brazileiro.
Mas se não deu Opinione del mio cuore, porque o honra o quadro?... Só se é por tel-o visto!...
*
R.
1877, ano II,
n.66, p.6
*
Para que se confunde?
O chronista da
Imprensa industrial, querendo exemplificar maravilhas, faz estas citações:
uma tela de Veronese, de Victor Meirelles, de Rubens...
*
Uma tela de
Rubens, perfeitamente, um quadro de Veronese, de accordo, mas o Juramento da
Princeza?...
É tão perigosa
a comparação, que eu nem ouso fazel-a.
*
Só uma cousa eu quizera apreciar, é a careta
que deve ter feito o nosso Victor ao vêr seu nome imprensado entre os daquelles
gigantes da arte...
Lá isso eu
queria...
*
Também só quem não sabe o que foi Rubens,
quem vio quadros de Veronese, poderia ter commettido tão horroso[sic]
attentado.
Para que
metter o nosso artista em semelhantes assados?...
*
R.
1877, ano II,
n.72, p.2
É incontestavelmente nos paizes estrangeiros que mais intenso se faz sentir o amor á patria.
A saudade aguça o patriotismo, e quando a nostalgia não se deixa vencer pelos sons da gaita de folles, produz Canção do exilio, Longe da patria e tantas outras bellesas de igual valor e inspiração.
Na Europa escreveu Gonçalves Dias, grande parte dos seus versos, e foi da Italia que nos veio o Guarany de Carlos Gomes...
Agora, é de Florença que nos chega a Batalha de Avahy, que, pelos calculos da Gazeta, é um verdadeiro Independencia de pintura.
*
Envolvido porem em seu enveloppe de madeira, ninguem pôde ainda admirar as bellezas do quadro do Sr. Pedro Americo.
Está sobrescriptado ao autor, que cioso de sua obra, reservou para si a ventura de rasgar-lhe a couraça que a preserva dos curiosos olhares.
Em quanto isso, impacientam-se os criticos, dispostos a analysarem uma por uma todas as pinceladas do quadro-monstro.
Mas ha de sahir victorioso o Sr. Dr. e Commendador Pedro Americo, dando-lhes uma Batalha em regra.
Na Italia, onde acampou, tudo dever ter encontrado para uma esplendida victoria: vasto campo de manobra, boas tintas, bons pinceis.
Oh! bons pinceis sobretudo!...
*
Podesse eu seguir a mesma estrategia de ir-me inspirar na Europa, e veriam que boas Chronicas, havia de dar aos leitores da Revista.
Estabelecia logo concorrencia com o folhetinista do Jornal... Era Figaro quá Figaro lá, thesourada d’ali thesourada de ca, e estava alinhavada a Chronica, rematando-a com alguma anedocta do Charivari, bem antiga, a mais antiga possivel, ou ainda mais antiga.
Somente havia de escolher um titulo mais analogo ao programma e em vez de ver ouvir e contar, escrevia mais escrupulosamente: escolher, traduzir e mandar...
*
A. Gil.
1877, ano II,
n.73, p.6
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A Gazeta de terça-feira deu noticia de um trabalho, que acabou de fazer o nosso patrício Bernardelli, a quem teceu merecidos elogios.
Somente exprimio-se assim:
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“Vimos hontem duas photographias do busto em marmore de um distincto medico desta cidade, feito em Roma pelo insigne Bernardelli...”
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De maneira que muita gente por ahi ficou a pensar, que o medido desta cidade é o que foi feito em Roma por Bernardelli, e não o busco em mármore.
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Ora, muito triste ficaria eu se deixasse pairar no espírito dos leitores da Revista qualquer duvida a este respeito,por tanto rectifico:
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O artista Bernardelli, apezar de muito hábil, é apenas esculptor de bustos ou estatuas. Não consta ainda que tenha esculpido medicos tambem.
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R.
1877, ano II,
n.74, p.6
*
Chegou finalmente o Sr. Pedro Americo, tendo mandado annuncial-o sua Batalha de avahy, que pelas dimensões que dão, deve ser um Independencia da pintura.
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Apenas saltou em terra, foi seu primeiro cuidado visitar todas as redacções de folhas; e o segundo, não dizer á nenhuma d’ellas, que viera tambem com elle o seu collega Zeferino.
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A táctica foi boa. No dia seguinte todos os jornaes deram noticia da chegada do illustre pintor, commendador e doutor, e nada disseram do Sr. Zeferino que não era esperado aqui.
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Que gloria lhe veio d’essa omissão, é o que não sei. Parece-me que entre collegas...
Ah! é verdade; o Sr. Zeferino é só pintor, não é nem commendador nem doutor.
Deve ser por isso.
R.
p.7
Parece que o Sr. Pedro Americo é menos querido aqui do que na Itália, onde os jornalistas não o largavam... diz elle.
Aqui, por ora, é só a Gazeta que não o larga.
Verdade é que nem os outros têm tempo. A Gazeta arrematou-o todo.
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Ainda o Sr. Dr. Pintor não deu um passo que não fosse noticiado no dia seguinte. Foi assim que soubemos que o Sr. commendador cobrio o nosso principe de beijos.
Tambem sob esse ponto, a Itália lisonjeou-o mais. Lá eram os principes que beijavam o nosso pintor.
Mas o Grão-Pará coberto de beijos, tem sua graça.
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Eu estou só á espera da coroação do Sr. Pedro Americo para ir beijar-lhe a mão.
Elle deve dar beija-mão.
Viveu tanto com principes, que é provável que tenha tomado os hábitos.
Deve ter muito príncipe aquella Itália. Dezesete visitavam a miudo o autor da Batalha de Avahy.
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Junio.
1877, ano II,
n.75, p.3
Acha-se em exposição na Glacê elegante o retrato do Sx. Major Taunay.
É incontestavelmente um bonito moço; geitos porém de guerreiro é o que eu não lhe acho.
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Por mais que se esmerasse o artista em fardal-o e rodeal-o de petrechos bélicos, a sua attitude é de quem não se acha á vontade naquelle meio.
É como eu, sou tambem contra as guerras.
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O Sr. Moreau armou-o de um óculo, collocou-o num campo de batalha e longe, bem longe, de modo a não haver perigo, pintou uma batalha. Pois nem por um óculo o Sr. Major quiz vel-a...
Virou-lhe resolutamente as costas!
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É atôa querem desviar a vocação dos indivíduos.
A minha, por exemplo, é para não elogiar o Sr. Carlos Bernardino de Moura,e póde elle zangar-se o quanto quizer... hei de seguir minha vocação.
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R.
1877, ano II,
n.76, p.7
O nosso governo em ás vezes suas entradas de lião, em compensação porém é sempre desastrado nas sahidas.
Se lhe acontece começar bem alguma cousa, o que é um tanto pouco raro, é quasi certo que acaba mal a sua obra. É um governo de mãos fins...
E os exemplos estão ahi com toda sua lógica.
Ainda não ha muito teve a commissão geológica de parar os seus trabalhos, depois de avultado dispêndio; agora é a Batalha de Avahy que está a estragar-se na alfândega por falta de local, em que o Sr. Pedro Americo estenda a sua tela.
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Felizmente o Diario Popular parece decidido a tomar a si a louvavel tarefa de salvar o quadro e a reputação do nosso artista... Deus lhe pagará tanta bondade!...
Os nossos collegas comprometteram-se a construir um barracão, onde se desenrole á vontade a grande tela, dando assim uma boa lição ao governo, e... aproveitando outra talvez.
Em todo caso, já a imprensa séria vai servindo para alguma cousa, pois sem ella ficaria perdida a Batalha de Avahy e cabe ao Diario Popular a gloria de tel-a salvo.
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Junio
1877, ano II, n.78, p.7
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Annuncia-se a próxima apparição da Comedia Popular, jornal caricato, cujo nome recorda muito o de Comedia Social que foi outr´ora desenhado pelo Sr. Commendador Dr. Pedro Americo.
Affimar-se que é o Sr. Zeferino, e não o autor da Batalha de Avahy, que terá de illustrar as paginas do novo campeão.
Pois antes fosse o commendador...
Queria vel-o pegar-se com o Caipira, que ha duas sextas-feiras faz espírito á custa do Sr. Pedro Americo.
Estou com gana de lhes gritar:
A´unha!...
#
Junio.
1877, ano II,
n.80, p.3
Ainda não vi bem o quadro do Sr. Pedro Americo.
Quando digo que ainda não vi bem, é simplesmente porque vi-o mal. A tela não está ainda estendida.
Brevemente, porém tel-a-hemos no barracão que o Diario Popular prometteu fazer á sua custa...
Cousas para fazer foscas á Gazeta.
X
E antes mesmo de ir para o barracão (que o Diario Popular prometteu fazer) pretende o Sr. Fernandes Osório discutil-o na câmara dos Srs. deputados.
O Sr. Osório Filho, já que não entrou em combate na guerra, quer dar batalha... de Avahy na camara.
O velho que lhe dê umas lições de direita! volver! ao menos, para que lhe seja honrosa a retirada.
X
O nobre deputado vai atacar o governo por ter comprado o quadro muito barato!
É para a gente vêr de tudo nesse mundo de políticos.
A opposição atacando o ministerio por gastar pouco!...
É com certeza o primeiro exemplo.
O Sr. Osório quer sem duvida contrabalançar o effeito do livro do Sr. Tito Franco.
X
A. Esphinge.
1877, ano II,
n.84, p.3
Salão*)
-Já vio a Batalha de Avahy?...
Eis como se saúdam desde hontem todos os amigos que se encontram.
E a uma resposta affirmativa segue-se immediatamente esta outra interrogação:
-Então?...
E agora é que são ellas.
Os entendidos não se querem comprometter; os não entendidos... esperam pelos primeiros, e uns e outros escapolem-se, murmurando:
-Assim á primeira vista.....
&
E não deixa de ter suas razões, quem espera para dar o seu juízo só depois de repetidas visitas.