JOAQUIM INSLEY PACHECO

(Cabeceiras de Basto, Portugal, 1830 – Rio de Janeiro, 1912)

Joaquim José Pacheco nasceu em Cabeceiras de Basto no ano de 1830, entre as serranias da Cabreira e do Marão, nas margens do Tâmega. Muito pouco se se sabe sobre a sua vida anterior à vinda para o Brasil. Aparentemente, aqui chegou muito jovem, tendo se radicado no Ceará, onde aprendeu a técnica da fotografia com o irlandês Frederick Walter. Mais tarde viajou para os Estados Unidos aperfeiçoando-se em Nova Iorque com Gurney e Metthew Brady, que se tornaria celebre como fotógrafo que registou a guerra da secessão de 1865. Em Nova Iorque ele foi ainda assistente do daguerreotipista Henry E. Insley, o que eventualmente lhe teria sugestionado a utilização do nome por que viria a ser conhecido, o de Joaquim Insley Pacheco.

Retornou ao Brasil em 1854, atuando durante algum tempo na região Nordeste, antes de se estabelecer definitivamente no Rio de Janeiro; na Capital federal, montou estúdio no n.º 102 da rua Ouvidor. Começou então a fazer ambrótipos - processo mais econômico do que o daguerreótipo -, tornando-se um retratista famoso e especializando-se no retrato pintado (foto-pintura). Em 1855, já desfrutava do privilégio de anunciar-se como fotografo da Casa Imperial. Seu estúdio, funcionando desde então até o início do século XX, foi um dos mais conhecido e requisitados.

Insley Pacheco destacou-se também como pintor, tendo estudado com François R. Moreaux e Karl Linde. Foi discípulo de Arsênio Silva, tendo com este aprendido a técnica da pintura em tempera guache, da qual se tornaria um dos mais exímios praticantes no meio artístico brasileiro. Participou com freqüência das Exposições Gerais, conquistando medalha de prata na de 1866 e uma medalha de ouro na de 1899. Expôs também com destaque no Salão dos Aquarelistas, em 1906.

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