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AURÉLIO DE FIGUEIREDO (Areia, Paraíba, 1856 - Rio de Janeiro, RJ, 1916) Pintor e escritor, Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo era irmão mais novo de um outro célebre artista brasileiro, Pedro Américo. Como esse último, foi enviado pelos pais para o Rio de Janeiro para cursar a Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), instituição onde foi orientado por Jules Le Chevrel e pelo próprio Pedro Américo. Concluindo o seu curso em 1875, recebeu uma bolsa de estudos para o exterior, radicando-se em Florença, onde, além de trabalhar com o irmão, estudou com os mestres Barabino, Ciseri e Ossi. De volta ao Brasil, em 1880, começou a promover uma longa série de exposições individuais. Participou das agitações de início do período republicano, quando a AIBA foi renomeada Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) - sendo, inclusive um dos signatários, junto com os “positivistas” Montenegro Cordeiro e Décio Villares, do famoso Projeto Montenegro, que propunha uma total reestruturação do sistema de ensino artístico no Brasil. Em 1905, pintou aquela que se tornaria uma de suas mais célebre obras, A ilusão do terceiro reinado, que representa, em um registro que mescla realismo e alegoria, o último baile da Monarquia realizado na Ilha Fiscal. Outro de seus quadros mais famosos, O primeiro capítulo da história pátria, no qual Aurélio de Figueiredo representa a leitura carta de Pero Vaz de Caminha, encontra-se atualmente exposto no Palácio Tiradentes. * Veja mais sobre Aurélio de Figueiredo em DezenoveVinte “Projeto Montenegro”: A reforma do Ensino das Artes Plásticas em 1890, seção Textos de Artistas. Félix Ferreira. Trechos de Belas Artes: Estudos e Apreciações, 1885, Seção Artigos na Imprensa.
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