EDOARDO DE MARTINO

(Sorrento, Itália,1838 - Londres, Inglaterra, 1912)

Edoardo De Martino cursou a Escola Naval de Nápoles, e era, como pintor, autodidata. No final dos anos 1860, depois de visitar Montevidéu e conhecer as Ilhas Malvinas e o Pacífico, o então jovem sub-oficial aportou no Rio de Janeiro e travou conhecimento com os almirantes brasileiros Tamandaré, Barroso e Alvim. Aceitando convite que estes lhe fizeram, De Martino viajou para o teatro de operações bélicas no Paraguai, permanecendo algum tempo a bordo da fragata Imperatriz, em Curupaiti, e passando depois ao Lima Barros, em Humaitá.

Com recomendação de Barroso, em 1868 rumou para o Rio de Janeiro, carregado de esboços de quanto lograra presenciar, sendo recebido pelo Imperador Pedro II e por seu ministro, o Barão de Cotegipe. Expôs na Academia de Belas Artes uma série de pinturas navais tendo por tema a Campanha do Paraguai, sendo duas de suas telas - Passagem de Humaitá e Abordagem dos Couraçados - adquiridas pelo Governo Imperial

Após tal sucesso artístico, De Martino ainda retornou ao Rio da Prata, mas cedo se desligou da carreira marítima. Se estabeleceu na cidade do Rio Grande, logo passando a de Porto Alegre e expondo nessa última, em 1869, algumas obras de sua autoria; nesse mesmo ano, fato que não deve ser esquecido, coube-lhe orientar, ainda que por pouco tempo, o então muito jovem Telles Júnior, piloto da Marinha Mercante de passagem por Porto Alegre. Em 1870, De Martino se encontrava de novo no Rio, participando pela primeira vez, da Exposição Geral de Belas Artes, o que tornou a fazer em 1872 e 1873.

Em 1875, com recomendação de D. Pedro II ao Barão de Penedo, representante brasileiro em Londres, De Martino seguiu para a Inglaterra, levando a esposa brasileira. O pintor nunca mais deixaria o país, tornando-se, em pouco tempo, pintor de marinha nas cortes de Eduardo VII e Jorge V, desfrutando da amizade da Família Real Inglesa, cujos membros costumava acompanhar em longas excursões por mar. Sua glória espraiou-se então por toda a Europa. De Martino faleceu em St. Jonh's Wood, o bairro londrino dos artistas, a 21 de maio de 1912.

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