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NICOLAO ANTONIO FACCHINETTI (Treviso, Itála, 1824 - Rio de Janeiro, RJ, 1900) Nascido em Treviso, chegou ao Rio de Janeiro em 1849, tendo deixado a Itália possivelmente por motivos políticos relacionados ao processo de unificação do país. Inicialmente se dedicou ao ensino de desenho, lecionando inclusive em escolas particulares no município de Cantagalo. Sua produção artística concentrou-se a princípio nos retratos, mas foi com o gênero paisagístico que ela adquiriu maior destaque. Em finais da década de 1860, tornou-se um dos pintores preferidos da aristocracia fluminense, passando a produzir diversas obras por encomenda de nobres, barões do café e comerciantes estrangeiros. Entre os nobres, estavam o Duque de Saxe e o Conde D´Eu. Facchinetti foi, segundo Carlos Martins, um artista de formação e coração italianos: “Uma das características italianas que se destacam na pintura de Facchinetti é a 'veduta', utilizada principalmente por artistas que faziam obras em Veneza, Roma e Nápoles, e que, desde o século XVIII, costumavam pintar para os viajantes do Grand Tour (aristocratas que faziam viagens de conhecimento e de educação, principalmente alemães e ingleses, visando o aprofundamento na história da humanidade e na história da arte). Outra característica seria o 'capriccio', correspondente a um gênero de pintura onde há a composição de elementos conhecidos formando uma paisagem inexistente. O 'capriccio' aparece em três obras dele, sendo uma delas o panorama do Rio de Janeiro tomado da Vista Chinesa (1869), onde a relação entre as montanhas simplesmente não existe; outra seria a paleta com paisagem do Corcovado (1886); e um último quadro que seria, em princípio, o Passeio Público (1888). O mais interessante é o fato do artista escrever que as paisagens eram sempre fielmente copiadas do natural, mas, em alguns casos, além da pintura 'in loco', vê-se claramente que ele fazia uma composição posterior em seu atelier”. (Fonte: http://www.revistamuseu.com.br/naestrada/naestrada.asp?id=3861). Facchinetti participou de diversas Exposições Gerais de Belas Artes (1849, 1850, 1864, 1867, 1870, 1872, 1875, 1884, 1890, 1894, 1895 e 1900), tendo sido premiado com menção honrosa, em 1864, e medalha de prata no, ano seguinte. O artista realizou igualmente exposições individuais, como a de 1886, na Imprensa Nacional, em parceria com Henrique Bernardelli. Depois de quase meio século de atividades intensas e bem sucedidas, faleceu no Rio de Janeiro. * Veja mais sobre Nicolao Facchinetti em DezenoveVinte Catálogo dos Quadros de Henrique Bernardelli – Exposição de 1886 , seção Documentos. Angelo Agostini: Notas e artigos sobre crítica de arte na Revista Illustrada, Seção Artigos na Imprensa. |