FÉLIX FERREIRA

(Rio de Janeiro, RJ 1841 - idem 1898)

Félix Ferreira atuou como escritor, jornalista, livreiro e estudioso da arte. Já na juventude atua como jornalista e escritor, colaborando com a revista Cruzeiro do Brazil, do Rio de Janeiro, e na folha ilustrada O Guarany. Em 1867, escreve em versos a peça teatral As Deusas do Balão: Comédia em um Ato e, em 1873, publica Os Dramas do Adultério por Xavier de Montepin. Torna-se editor em meados de 1877, criando a empresa Félix Ferreira & Cia, pela qual publica coletâneas de autores clássicos, como Luís de Camões, Diogo Bernardes, Almeida Garrett e Alexandre Herculano.

Sobre o Rio de Janeiro, publica, em 1879, o Guia do Estrangeiro no Rio de Janeiro - com localização e um breve histórico dos monumentos, igrejas, teatros e bibliotecas. Cria a coleção Biblioteca para Todos, que dedica, entre outros, dois títulos ao Liceu: O Liceu de Artes e Ofícios e as Aulas de Desenho para o Sexo Feminino e A Imprensa e o Liceu de Artes e Ofícios, ambos de 1881. Em 1882, a convite de Bethencourt da Silva - Diretor do Liceu, fez parte de uma comissão encarregada de promover os meios necessários à criação e manutenção de novas aulas.

Com Guilherme Cândido Bellegarde e José Maria Velho da Silva (1811 - 1901), organiza a Poliantéia Comemorativa da Inauguração das Aulas do Sexo Feminino do Imperial Liceu de Artes e Ofícios, em 1881. Em 1882, lança Notas Bibliográficas: a Exposição de História do Brasil na Biblioteca Nacional, uma coletânea de artigos de sua autoria publicados no Cruzeiro. Em 1885 lança um dos mais famosos livros sobre arte brasileira publicados no século XIX, Belas Artes: estudos e apreciações. Postumamente, em 1899, é editada uma obra de cunho historiográfica de sua autoria, sobre a Santa Casa da Misericórdia Fluminense, do começo do século XVII ao fim do século XIX.

* Veja mais sobre Félix Ferreira em DezenoveVinte

Félix Ferreira. Belas Artes: estudos e apreciações, seção Artigos na Imprensa.

Camila Dazzi. Comentário sobre o livro de Félix Ferreira “Belas Artes: estudos e apreciações”, 1885, seção Artigos na Imprensa.