O modo de vida oito-novecentista visto da varanda

Helena Câmara Lacé Brandão [1] e Angela Maria Moreira Martins [2]

BRANDÃO, Helena Câmara Lacé; MARTINS, Angela Maria Moreira. O modo de vida oito-novecentista visto da varanda. 19&20, Rio de Janeiro, v. III, n. 4, out. 2008. Disponível em: <http://www.dezenovevinte.net/arte%20decorativa/ad_varanda.htm>.

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A visão que se pode ter a partir da varanda sobre a sociedade brasileira do século XIX até, praticamente, meados do século XX é a de uma sociedade muito mais aberta ao convívio do que fora a do período colonial ou, mesmo, do que é a da atualidade, pelo fato de que, diante do modo de vida oito-novecentista, a varanda da moradia brasileira contraria sua vocação de filtro e de posto de vigília que tanto colaborou para seu emprego na arquitetura doméstica do Brasil Colônia e que, ainda hoje, ajuda a compreender sua presença marcante nos lançamentos imobiliários de edifícios residenciais.

Esses dois significados normalmente se manifestam pela necessidade de se proteger o mundo da casa do ambiente da rua e são atribuídos à varanda por ser ela um espaço de transição entre o espaço privado e o espaço público. Entretanto, no período que vai desde a chegada da Família Real ao Brasil, no início do século XIX, até por volta da década de 70 do século XX, a varanda se comportou mais como posto de exposição, onde as alterações ocorridas na sua tipologia demonstravam uma abertura cada vez maior da casa para com a rua, a ponto de anular a necessidade de te-la como espaço de transição.

Algo que leva a se deduzir que o modo de vida da sociedade oito-novecentista conduziu a uma relação amistosa entre essas duas esferas sociais opostas, apesar de complementares, que são a do espaço privado e a do espaço público, principalmente ao se observar os usos e significados da varanda através de sua tipologia no período colonial e na contemporaneidade.

O período colonial e o início dos significados da varanda como filtro e posto de vigília para a moradia brasileira

No período colonial, a necessidade de se proteger o mundo da casa do ambiente da rua ocorre, primeiramente, pelo afastamento das construções nas zonas rurais. Isoladas uma das outras, as moradias dessa época não sofriam com olhares indiscretos dos vizinhos, mas é exatamente esse isolamento que gerava a insegurança da casa e colocava a varanda, empregada para a adequação climática da construção portuguesa em terras tropicais, como ambiente estratégico para se observar o estranho que se aproximava.

A varanda dessas construções ganha logo a atribuição de posto de vigília, com o intuito de resguardar a morada e, conseqüentemente, a família. Principalmente, a mulher que, dentro de uma estrutura familiar mononuclear centrada no homem, único provedor da casa, vivia isolada do convívio com estranhos. Posto de vigília e filtro, pois dela se avistava como se recebia as pessoas estranhas, senão de todo, pelo menos da intimidade do lar, como escravos que não eram da casa, mas da senzala, viajantes, comerciantes, entre outros.

Naquela época, era muito comum a aparição de viajantes, tropeiros, que abasteciam os moradores da região com mercadorias diversas e informações de outras localidades e a varanda era o local onde essas pessoas eram recebidas e, até quando necessário, pernoitavam. Mesmo quando havia o quarto de hóspede, este se voltava para a varanda, não tendo ligação com as alcovas, que era, normalmente, o lugar destinado à reclusão das mulheres, pois o interior da habitação era um ambiente restrito da família, onde o estranho não adentrava.

Essa necessidade de proteger a casa e a intimidade do lar, nas construções rurais do período colonial, vai se refletir na tipologia das varandas que aparecem, muitas das vezes, não apenas na frente das edificações, mas rodeando toda a moradia.

Quando surgem os primeiros núcleos urbanos, esse tipo de varanda não é comum, mais em virtude das dimensões dos terrenos do que devido à falta da necessidade de se ter um espaço da casa para filtro e posto de vigília.

Localizadas próximas umas das outras nos lotes de frente estreita e profundidade grande, conhecidos como “lotes charutos”, as moradias não sofriam com a insegurança proferida pelo isolamento, mas se encontravam bem mais sujeitas a serem devassadas, o que leva ao desejo de se ter a varanda como um anteparo, um espaço de transição entre a casa e a rua [Figura 1].

As casas térreas urbanas não apresentavam a varanda na frente da construção, mantendo apenas a varanda voltada para o fundo do quintal que funcionava como sala de viver. Naquela época, como o trabalho ocorria dentro do espaço de moradia, a frente da residência era destinada ao comércio, o que já protegia a privacidade da casa, isolando o espaço íntimo da família [Figura 2].

No entanto, as casas urbanas assobradadas ostentavam as varandas em suas fachadas, pois, mesmo reservando, muitas das vezes, todo o pavimento térreo para o comércio, a intimidade da casa era vulnerável nos pavimentos superiores, construídos na testada do terreno, sem afastamento frontal [Figura 3].

Essas varandas, como as das construções rurais, desempenhavam a função de posto de vigília e, até mesmo, de filtro. Mesmo não servindo de acesso à moradia, elas dificultavam a visão do interior da residência para quem estava do lado de fora. Muitas das vezes, essa filtragem era feita com a ajuda de elementos de vedação chamados de muxarabiês e gelosias. Compostos com folhas de veneziana e treliça, eles favoreciam a circulação do ar e a entrada de alguma luz, assim como permitiam o morador ver o que ocorria fora de casa, mas não deixavam de ser obstáculo para a curiosidade de quem passasse pela rua [Figura 4].

Há uma diferença, porém, no sentido de posto de vigília da varanda urbana em comparação com a do meio rural. Esse significado, nas cidades, não se atém à necessidade de se observar quem se aproxima da casa, mas engloba também a possibilidade de acompanhar os eventos ofertados nos espaços públicos. A rua dos núcleos urbanos, mesmo freqüentada mais pelos escravos do que pelas senhôras e senhores, era local de encontro e de festividades.

A varanda das casas urbanas, ao ser considerada como posto de vigília, também pode ser interpretada como posto de exposição, pois é dela, ou melhor, da sacada ou do balcão dos sobrados que se assiste e se participa das procissões, das festas religiosas, como também dos julgamentos públicos, das condenações, dos enforcamentos, isto é, dos acontecimentos que ocorriam na rua [Figura 5].

Muitas das vezes, essas participações não se limitavam à observação, mas também se expressavam através de adornos - panos, bandeiras, flores, velas -, objetos que de alguma forma comunicavam a posição do morador da habitação em relação ao que se passava no espaço público.

O atributo de posto de exposição indica que, mesmo diante da necessidade de proteger o espaço privado do espaço público, há momentos em que a casa se abre para a rua. Momentos esses que ficam mais freqüentes à medida que a rua passa a ser vista mais como lugar de convívio do que de passagem, pois, quando ela é mais freqüentada, chegando a ser considerada, por algumas pessoas, como extensão da casa, a necessidade de se proteger o espaço privado do espaço público diminui.

Diferença de atitude da casa em relação à rua que começa a ocorrer no Brasil principalmente após a chegada da Família Real, no começo do século XIX, que logo de início, traz mudanças para o uso da varanda como filtro da casa e posto de vigília.

O período oito-novecentista e as mudanças de significados atribuídos à varanda

No final do século XVIII e início do século XIX, a arquitetura doméstica brasileira, principalmente a do meio urbano, sofrerá profundas modificações com a transferência da família real para o Brasil e a elevação da então colônia à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves.

Transformações que se tornam ainda mais relevantes com a chegada à cidade do Rio de Janeiro da Missão Artística Francesa, em 1816, fato que afetará o campo da arquitetura e até mesmo do urbanismo. Como destaca Gilberto Freyre, uma “espécie de revolução francesa: a do sistema e dos métodos de construção, a dos estilos e gostos de habitação e dos próprios hábitos brasileiros de vida doméstica”[3] que propaga os primeiros sinais da “modernidade”.

O espaço da varanda é logo impactado por essa realidade “moderna”, implicando em mudanças de significados atribuídos a ela, principalmente no que diz respeito a sua condição de filtro e de posto de vigília.

A varanda oitocentista reforça seu atributo de posto de exposição, primeiramente por imposição de D. João VI que, exatamente um ano após desembarcar no Brasil, determina ao então intendente geral da polícia, o Sr. Paulo Fernandes Vianna, a retirada dos muxarabiês e gelosias das fachadas das construções.

Essas peças de origem moura envergonhavam a coroa pelo tempo em que Portugal fora dominado por esse povo e, a partir de 1809, as varandas não podiam mais fazer uso delas. Determinação que, por resistência da população, só conseguiu ser cumprida na regência de D. Pedro I, através de um decreto da Câmara Municipal.

foi preciso um acesso de cólera imperial para ativar o desaparecimento das rótulas [...] e em breve um decreto da Câmara Municipal deu a esse desejo força de lei [4].

Além disso, tais peças de vedação da varanda, ao serem retiradas, eram substituídas por esquadrias com caixilho de vidro com a intenção de favorecer a comercialização desse produto industrializado, dentro outros, pela Inglaterra e que chegavam ao Brasil devido a abertura dos portos às nações amigas [Figura 6].

Essa transformação na tipologia da varanda praticamente forçada, que contrariava sua condição de filtro e de posto de vigília, acabou se adequando ao modo de vida da época. Os hábitos de moradia que antes indicavam o fechamento da casa em relação à rua estavam se modificando em virtude de novas maneiras de se portar em público, por influência da presença da corte portuguesa.

Presença esta que, além de aguçar a curiosidade alheia e fazer com que as pessoas queiram não só ver como, também, serem vistas, acaba provocando melhorias das condições das vias públicas, com o surgimento das redes de esgoto, das calçadas, de parques e jardins, o que contribuiu para que o ambiente da rua, visto como hostil em comparação com o da casa, se tornasse mais acolhedor para a sociedade oitocentista.

Somente no início do século XX, as etnografias urbanas, isto é, os costumes, a cultura e o modo de vida nas cidades, farão da rua um lugar de convívio, implicando enfaticamente no uso da varanda como filtro da casa e posto de vigília, mas as mudanças de uso da varanda no início do período oitocentista com a vinda da Família Real demonstram já que a sociedade dessa época era bem mais aberta ao convívio, principalmente se observadas as diferenças de atitude em relação a mulher que pode ser admirada da varanda agora sem gelosias, como aparece registrado na música popular brasileira:

A gente faz hora, faz fila na vila do meio-dia / pra ver Maria / a gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia / a porta dela não tem tramela a janela é sem gelosia / nem desconfia / ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor [5].

Terra! Terra! Por mais distante / o errante navegante / quem jamais te esqueceria?... Na sacada dos sobrados / das cenas de Salvador / há lembranças de donzelas / do tempo do Imperador / tudo, tudo na Bahia / faz a gente querer bem / a Bahia tem um jeito...[6]

De fato, Vauthier, personalidade francesa que viveu no Brasil durante o século XIX concede às varandas oitocentistas - agora despidas de fechamentos e, assim, mais “salientes”, apesar de sua pouca profundidade e, por isso, chamadas por ele de sacadas - a responsabilidade da exposição feminina.

As sacadas das fachadas constituem indícios mais fortes ainda da invasão do espírito moderno. [...] uma invenção [...] que estimula a vaidade feminina a expor aos olhos dos transeuntes. No tempo do velho rei [7] [...] as fachadas, em vez de sacadas, traziam varandas [...] eram como rostos mascarados, por entre os quais os transeuntes circulavam. [8]

Opinião esta compartilhada por Gilberto Freyre quando afirma que:

Foi [...] no sobrado, através da varanda, do postigo, da janela dando para a rua, que se realizou mais depressa a desorientação da vida da mulher [...]. A varanda e o caramanchão marcam uma das vitórias da mulher sobre o ciúme sexual do homem e uma das transigências do sistema patriarcal com a cidade antipatriarcal[9].

Essa nova postura da mulher revela uma maior abertura da casa, da intimidade e privacidade do lar, em relação à rua. Abertura esta que só tende a aumentar diante do espírito cosmopolita que chega junto com o século XX.

Realmente, no período que vai, do final do século XIX a meados do século seguinte, a rua torna-se cada vez mais um espaço agradável e convidativo, tanto para o homem, como para as mulheres e as crianças.

É uma “bela época”, onde há mais horas para o lazer, em virtude do aumento do tempo livre, em relação à diminuição do tempo de trabalho - conquista trabalhista frente às problemáticas da produção industrial. As atividades de lazer não se restringem mais às festas religiosas, ao descanso ou ao ócio, elas se diversificam e passam cada vez mais a ocupar o espaço da rua. Os museus e bibliotecas agora são prédios públicos e se abrem para a população que, além do teatro, desfruta do cinema para sua diversão.

O comércio que, em épocas passadas, ia até a casa, se encontra nas lojas espalhadas pelas avenidas e galerias ou concentrado em charmosas lojas de departamento. Confeitarias e cafés atendem a quem não só passa, mas também a quem passeia pelas calçadas que se tornam um lugar de brincadeiras para as crianças.

O mundo fora do “abrigo” da casa, antes evitado, se torna convidativo, diminuindo a necessidade de elementos filtrantes para receber o visitante ou de postos para vigiar quem chega desse universo. Lugar de exposição também não é tão preciso, pois para isso nada melhor do que o caminhar pela rua. A varanda, então, vai aos poucos se modificando até os hábitos dos brasileiros não serem mais obstáculos para o emprego dos panos de vidro nas fachadas dos prédios do século XX [Figura 7].

A ausência da varanda nos edifícios residenciais das décadas de 1950 a 1970 demonstra não só uma tendência arquitetônica, mas um modo de vida que permite tal tendência se instaurar e proliferar, pela abertura da casa em relação à rua.

Contudo, tal situação que caracterizou a sociedade brasileira oito-novecentista se inverte nas últimas décadas do século XX, como pode se observar pela varanda que, empregada com expressividade nos lançamentos imobiliários de prédios residenciais, chega a ser um dos principais atrativos do imóvel [Figura 8].

Detentora de qualidades espaciais, na transição entre o mundo da casa e o da rua, o emprego novamente desse intervalo entre espaço privado e espaço público representa hábitos de moradia que estão articulados com as problemáticas existentes nas cidades contemporâneas, principalmente nas de médio e grande porte.

Enquanto a tendência no fim dos anos 60 parecia levar a uma abertura maior da sociedade em geral e dos edifícios em particular, assim como a uma revivescência da rua - o domínio público por excelência -, há atualmente um movimento crescente para restringir este acesso e buscar refúgio em sua própria “fortaleza”, longe da agressividade, na segurança da própria casa [10].

A violência, o barulho, a agitação e a correria, assim como o aumento do tráfego de automóveis nas cidades, transformam a rua em local de passagem, ao invés de local de permanência. Ela que tinha se tornado, principalmente a partir de meados do século XIX em diante, lugar de convívio e lazer, que pela sua condição de espaço público era ponto de encontro, espaço das relações sociais, sofre, atualmente, um processo de esvaziamento e vira espaço de indiferença.

Se não há, na contemporaneidade, a necessidade de se resguardar as mulheres e as crianças como naquela família tradicional mononuclear do período colonial, é prudente proteger todos os membros dos diversos tipos de família que formam a sociedade atual da hostilidade da rua, isto é, por razões distintas, é importante ainda cuidar da privacidade e da intimidade do lar, mesmo se o grau de importância varie de acordo com cada família.

A realidade dos dias de hoje causa, novamente, o afastamento entre esses dois mundos: o da casa e o da rua. Isso traz à tona a necessidade de haver mais uma vez uma transição menos imediata, mais gradativa entre eles. A varanda dos edifícios de apartamento desempenha, como em épocas passadas, sua função de posto de vigília e filtro da casa.

Ela afasta a intimidade do lar dos olhares intrusos que, mesmo com a verticalização das construções, nos dias atuais, volta a ser uma necessidade da arquitetura doméstica brasileira. O caos urbano proveniente dos inchaços das cidades, que colaboram para o esvaziamento da rua, também pode ser observado na aglomeração dos edifícios. Os afastamentos mínimos entre as edificações aproximam os vizinhos, esses estranhos que invadem, voluntária ou involuntariamente, a privacidade da casa.

Ao contrário da varanda, a transparência dos panos de vidro dá um certo ar de fragilidade ao sentido de abrigo acolhedor que a casa deve possuir. Diante dos problemas sociais que geram violência e que deixam a população insegura, melhor é vestir o edifício com esse elemento da arquitetura que, mal ou bem, permite ao morador ter contato com a rua sem expor sua intimidade. Atitude que pode ser confirmada com o acréscimo de varandas nas fachadas de prédios já existentes que ocorre na cidade do Rio de Janeiro desde 2003 [Figura 9].

Conclusão

Duzentos anos após a Família Real aportar em terras brasileiras, a rua é novamente vista pelos moradores da casa como um ambiente hostil, o que contribui para que a varanda seja empregada com expressividade nos lançamentos imobiliários dos dias de hoje.

Isso demonstra que, em pleno século XXI, seus significados de filtro e de posto de vigília, importantes para o período colonial, expressam, também, o modo de vida do brasileiro na contemporaneidade.

As varandas nos edifícios de apartamento, como as sacadas dos antigos sobrados, elevadas do nível da rua, não chegam a filtrar as pessoas que entram na residência, nem servem para receber o estranho, mas elas ajudam a proteger o morador do contato imediato com um mundo que lhe passa a sensação de insegurança e diante do qual muitos querem se tornar indiferentes.

Motivos pelos quais se leva a deduzir que a sociedade do período que vai do século XIX até praticamente meados do século XX possuía uma maior predisposição ao convívio.

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[1] Arquiteta e Urbanista, Mestre e Doutoranda em Ciências em Arquitetura pelo PROARQ / FAU / UFRJ, bolsista do CNPq - Brasil (e-mail: professora@helenalace.arq.br)

[2] Arquiteta e Urbanista, Doutora em Planejamento Urbano pela Université de Paris X, com Pós-Doutorado em Turismo e Desenvolvimento pela Université de Paris I, professora e pesquisadora do curso de Mestrado e Doutorado do PROARQ /FAU / UFRJ (e-mail: palas@netfly.com.br)

[3] FREYRE, Gilberto. Casas de residência no Brasil - Introdução e notas. In: Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Vol.7 Rio de Janeiro: MES, 1943, p.110.

[4] VAUTHIER, L.L. Casas de residência no Brasil. In: Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Vol.7 Rio de Janeiro: MES, 1943, p.174.

[5] Trecho da música Flor da Idade, de Chico Buarque; grifo nosso.

[6] Trecho da música Terra, de Caetano Veloso; grifo nosso.

[7]No tempo do velho rei” - expressão usada no Brasil do século XIX que, como coloca o autor, corresponde em francês a bon vieux temps (bons velhos tempos).

[8] VAUTHIER, op. cit., p. 173.

[9] FREYRE, Gilberto. Introdução à História da Sociedade Patriarcal no Brasil 2 - Sobrados e Mucambos: decadência do patriarcado rural e desenvolvimento do urbano. Vol.1 e 2, 4ª ed.. Rio de Janeiro: ed. José Olympio, 1968.p.154.

[10] HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 1996, p. 86.