WASTH RODRIGUES

(São Paulo, SP, 1891 – Rio de Janeiro, 1957)

Personalidade de talentos múltiplos - dedicou-se, entre outras atividades, à pintura, à heráldica, à escultura, à medalhística, à pesquisa histórica - José Wasth Rodrigues iniciou-se nas artes com nomes consagrados como Victor Meirelles, Oscar Pereira da Silva e José Maria Medeiros. Em 1910, dirigiu-se para Paris, como pensionista do governo do Estado de São Paulo, tendo estudado na Académie Julian e na Escola de Belas Artes local, sendo aluno de Jean-Paul Laurens na primeira, de Nandi e de Lucien Simon na segunda. Durante sua estadia na França, expôs ainda no Salon de Artistes Français.

Quando retornou ao Brasil, em 1914, Wasth Rodrigues iniciou pesquisas de caráter histórico que viriam a se tornar o eixo de sua produção. Recolheu motivos em cidades de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio de janeiro e São Paulo (vide seu livro Documentário Arquitetônico, cuja primeira edição data de 1945) e inspirou-se na arte colonial brasleira para decorar os monumentos revestidos de azulejos que se encontram no Caminho do Mar (Estrada Velha São Paulo-Santos). Foi o executor de diversas obras heráldicas como os brasões do município e do Estado de São Paulo e um dedicado pesquisador da história militar brasileira, tendo publicado alentados estudos sobre o tema. A atividade de Wasth Rodrigues se estendeu ainda ao teatro, no qual como cenógrafo e figurinista em espetáculos como Noite de São Paulo (1936) e Casa Assombrada (1938), ambos dirigidos por Alfredo Mesquita.

* Veja mais sobre Wasth Rodrigues em DezenoveVinte

Rafael Alves Pinto Junior: Wasth Rodrigues e o Caminho do Mar: A azulejaria como memória, Seção Arquitetura e Artes Decorativas.