. RODOLPHO BERNARDELLI. Medalha de Honra do Salão de 1927. O Paiz, Rio de Janeiro, 21 ago. 1927, p. 1. - Egba

RODOLPHO BERNARDELLI. Medalha de Honra do Salão de 1927. O Paiz, Rio de Janeiro, 21 ago. 1927, p. 1.

De Egba

O júri da XXXIV Exposição de Belas Artes conferiu ontem “medalha de Honra” ao ilustre escultor Rodolpho Bernardelli.

Dos nossos estatutários é o mais abundante, fecundo e representativo.

Várias de suas obras monumentais decoram o Rio de Janeiro.

De há muito que seu nome é um legítimo padrão da arte brasileira.

Escultor dotado de uma técnica excelente, modelando com grande sentimento das formas, Rodolpho Bernardelli é uma figura de notável e assinalado destaque na civilização brasileira.

O ato do júri de há muito que estava previamente ratificado pelo consenso unânime da nacionalidade.

R. Bernardelli nasceu em 1859. Matriculou-se na Imperial Academia de Belas Artes, sendo discípulo de Chaves Pinheiro. Em 1876, obteve o prêmio de viagem à Roma, tendo nesse mesmo ano alcançado a 1ª medalha de ouro na Exposição Geral de Belas Artes. Sua pensão no estrangeiro fora prorrogada, sendo em 1886 nomeado professor da Imperial Academia. Em novembro de 1890 foi nomeado diretor da Escola Nacional de Belas Artes, sendo ainda nesse ano nomeado professor de escultura, em cujos cargos foi reconduzido em dezembro de 1900 exercendo-os até 1915. É membro do Conselho Superior de Belas Artes.

São suas obras capitais:

São Sebastião, bronze; A Faceira, bronze; Chisto e a Adúltera, mármore, Santo Estevão, Nicolas Antoine Taunay, Vênus de Médicis, cópias em mármore; Vênus Calipígia, cópia em mármore; todos figuram na galeria de escultura da Escola Nacional de Belas Artes.


Imagens

[Fotografia de Rodolpho Bernardelli, sem legenda]

BERNARDELLI – “Santo Estevão”


Digitalização de Mirian Nogueira Seraphim

Transcrição de Andrea Garcia Dias da Cruz

RODOLPHO BERNARDELLI. Medalha de Honra do Salão de 1927. O Paiz, Rio de Janeiro, 21 ago. 1927, p. 1.

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