. O Salão de Belas Artes. PINTURA GRAVURA ESCULTURA. Illustração Brazileira, Rio de Janeiro, set. 1920, n/p. - Egba

O Salão de Belas Artes. PINTURA GRAVURA ESCULTURA. Illustração Brazileira, Rio de Janeiro, set. 1920, n/p.

De Egba

Ao iniciarmos este estudo sobre o atual Salão de Belas Artes, não podemos abandonar importantes detalhes com relação às instalações bem pouco estéticas das exposições anuais.

Como é fácil verificar, na presente exposição, quem entra recebe logo a impressão do regime dos remendos, mais ou menos disfarçados pelas folhagens e aniagem nova, cheia de babadinhos...

Os tabiques cobrem os quadros da Exposição permanente, privando-os do ar e da luz, tão preciosos a uma obra de Arte. Para complemento obstruem as janelas com papel ordinário, o que dá ao ambiente um aspecto bem pouco artístico, ambiente que por todos os motivos deveria ser grandioso e variado de manifestações estéticas, mas ...

O que vem salvar a situação são os envios que os artistas fizeram, de obras dignas do respeito e da admiração de todos os que dedicam um pouco de amor à causa do Belo, e que julgam as questões de Arte como realmente devem ser julgadas.

Entre as obras enviadas, destaca-se, brilhantemente, altivo, cheio de qualidades sólidas, o retrato que o pintor LUCILIO DE ALBUQUERQUE enviou: representa o quadro a imagem de sua digna esposa, D. Georgina Albuquerque, em grandeza natural, tendo por fundo um detalhe do quadro pintado Poe ela: “ A noite de Natal”; bem pousado e resolvido com galhardia, é o referido retrato, sem favor, a melhor obra exposta no atual Salão. A composição, o desenho e a pastosidade das tintas são de molde a autorizar o que afirmamos, colocando mesmo o seu autor entre os nossos melhores artistas; outros quadros apresenta o pintor com qualidades definidas; “A Jangada”, interessante de linha e de muita cor, a “Igrejinha” (Saco de São Francisco), com muito sol e perspectiva e um mar entonado e bem compreendido.

GEORGINA DE ALBUQUERQUE, a retratada de Lucilio, por sua vez, confirma a reputação conquistada em anos anteriores como pintora de “ar livre”. Os seus assuntos são bem tocados e a luminosidade observada com honestidade; o conjunto apresentado pela distinta artista atesta vigorosamente que ela atingiu o ponto culminante da sua capacidade de artista conscienciosa.

Mais de uma vez temos dito que a artista em questão representa o expoente máximo da representação feminina no ambiente artístico carioca; é pois com satisfação que aqui registramos os triunfos que vem alcançando no Salão presente.

Pertencem ainda ao grupo dos que salvam a situação antiestética do atual Salão de Belas Artes os dois irmãos Thimóteo, que se apresentam com trabalhos onde a técnica e o desenho revelam o valor artístico de ambos. JOÃO THIMÓTEO nos dá três quadros, entre os quais, “Auscultando”; são duas figuras que se contrastam pela idade, um velho médico de longas barbas brancas que ausculta um adolescente; o ambiente simples faz destacar a sobriedade da maneira porque o artista tratou as figuras, quer na carnação, quer no grande roupão de linho branco do velho médico; “Auscultando”, patenteia que o artista continua a ser o mesmo do “Aprendiz”, uma das vitórias do ano passado, e que caminha pela estrada moderna, triunfante nos nossos dias, mas sem os exageros e descuidos de desenho tão peculiares aos que em grande maioria enveredam pela mesma estrada, porém, procurando iludir o público com o famoso empastamento de tintas cruas, mas que, na verdade, encobrem uma ignorância de desenho absoluta. Naturalmente existem exceções, mas na generalidade dos casos acontece o que afirmamos.

No quadro de João Thimóteo percebe-se a preocupação da fatura dentro do desenho e da harmonia, que é a nota predominante do conjunto.

Contrastando com seu irmão, temos ARTHUR THIMÓTEO. Possuidor de um temperamento irrequieto, os seus quadros cheios de luz denotam uma paleta vigorosa; a grande pedra banhada de sol, “Praia da Boa Viagem” (123), assim o atesta; a tendência do pintor para as manifestações modernas é manifesta, o empastado é desenhado e a valorização justa, as ondas movimentam-se irrequietas no seu vai-vem éterno; a planemetria e o ambiente satisfazem perfeitamente aos mais exigentes. No retrato de Mme. Avelino Mesquita o artista nos dá uma bela mostra da visão de colorista fino, um embriagado da luz e dos efeitos valorizados e justos; os panejamentos são resolvidos com segurança e propriedade. Em “Misteriosa”, o pintor nos dá uma boa composição, com detalhes bem resolvidos e uma figura bem pousada.

RODOLPHO CHAMBELLAND apresenta três trabalhos dignos do seu valor, onde se mostra senhor de conhecimentos seguros, tanto de técnica como de desenhador impecável.

BAPTISTA DA COSTA que é tido como o “primus inter pares” da nossa paisagem, não obstante este ano ter fugido um pouco do eterno Piabinha, começa a cansar pela monotonia dos seus assuntos; possuidor como é de um grande valor, vem abusando dele em larga escala.

A paisagem que o ilustre mestre apresenta este ano é bonita, tem grandes qualidades de técnica, mas está longe da fama de que goza; temos a impressão de estar diante de um cromo reproduzindo uma das fantasias de Henrique Serra, o notável pintor espanhol, que tem explorado os paludes da Campanha Romana, com um fim puramente comercial, pois quem pinta quadros de composição onde as figuras são seriamente resolvidas, e composição arrojada, só pode fazer tais fantasias por espírito mercantil; Baptista da Costa está nos mesmos casos de Henrique Serra. Autor de obras de valor incontestável, vem se aferrando ao eterno Petrópolis, bucólico, com as suas paisagens cortadas pelo risinho tradicional, sempre às mesmas horas, e o seu abuso já começa a atingir as condições de receita.

Um paisagista do valor de Baptista da Costa não tem o direito de esgotar as suas energias num estéril emprego público, como é o de Diretor da Escola de Belas Artes, num país como o nosso, em que as questões de Belas Artes nada valem... O seu dever é fazer a trouxa, e ir buscar dentro da nossa verdadeira natureza, nos nossos sertões virgens da maldade dos homens, as expressões da Arte que o seu talento é capaz de compreender e traduzir para a tela. Meios pecuniários na lhe faltam e depois o ilustre artista sabe muito bem que cada quadro que pinta é um cheque que assina!

Outro tanto não podemos dizer do venerando mestre RODOLPHO AMOEDO, pois o declive da sua decadência quase que atinge à vertical; não há mais salvação possível. O retratinho que enviou este ano ao Salão é positivamente a pá de cal sobre o seu glorioso passado. Dizemos estas verdades cruéis porque não sabemos ler pela mesma cartilha dos cronistas benevolentes, que entendem dizer sempre bem dos fantasmas da Arte, mesmo quando eles têm o duvidoso valor do Sr. Augusto Petit ou chegam ao extremo doloroso a que chegou o glorioso mestre, autor das mais sentidas manifestações de Arte, como são “O Jacob”, “Philetas”, “Marabá” e o Christo em Capharnaum”, etc., etc.

Usamos duramente da verdade, por ser ela a base da verdadeira ciência critica, e, estribados em tal princípio, em absoluto poderíamos afirmar que o venerando mestre seja um triunfador, pelas manifestações de Arte agora enviadas ao salão, e consequentemente sujeitas ao julgamento imparcial da crítica.

Um grande autor afirma que: a “crítica nasceu das boas obras, assim como a retórica e a eloquência”. Ora, assim sendo, torna-se mister repelir as que pela sua ruindade tentam ofuscar as merecedoras de encômios...

ELISEO VISCONTI envia ao Salão: “Samothrace”, “A Família” e “Cura de Sol”, quadros que figuraram no Salon de Paris, deste ano. Sem dúvida alguma o atual envio representa um coeficiente digno do grande mestre que é Visconti, principalmente “Samothrace”, obra reveladora de conhecimentos sólidos e impregnada de um sentimento tocante, mas ... continuamos a preferir o mestre como autor da “Maternidade”, da “Primavera”, dos “Retratos de Gonzaga Duque” e “Nicolina Pinto do Couto” e acima de tudo do “São Sebastião”, obra que o governo tinha por dever adquirir, mas que continua no atelier do pintor, porque os que nos dirigem absolutamente não sabem distinguir o joio do trigo e em matéria de estética não vão além dos tabiques engalanados, ou dos retratos de sacristia, comendadores de cadeias de ouro ao ventre roliço das digestões do bacalhau, salgado com o suor dos infelizes...

EUGENIO LATOUR tem no Salão um quadro infeliz, sem dúvida com qualidades de pintura apreciáveis, principalmente nas duas figurinhas de mulher colocadas nos primeiros planos do grande quadro, que, francamente mais parece uma obra humorística do que uma coisa séria, como em geral o distinto autor da “Musette” e da “Farfaletta” sabe fazer.

ARGEMIRO CUNHA, um modesto que se apresenta com sobriedade no seus dois trabalhos - um retrato e uma paisagem de regulares proporções: “Caminho do Porto”, bem iluminada e manipulada com segurança de desenho e técnica apreciável, o artista em questão já premiado em diversos Salões de Belas Artes, onde, diga-se de passagem, tem sofrido injustiças, patenteia qualidades sérias, tem sido um lutador. No retrato apresentado são patentes as condições de retratista, os panejamentos são cuidados e o tecido de veludo bem resolvido; o trabalho agrada pela sobriedade, o movimento da figura é simpático: representa uma senhorita em atitude de calçar as luvas brancas. Um detalhe desenvolvido com felicidade: o broche que arrebata o decote da figura, brilhante, contrasta com o resto da obra, envolvida em uma tonalidade sépia.

ALBANO LOPES DE ALMEIDA concorre com duas paisagens interessantes, demonstrando uma maneira pessoal e compreensão da luz; nas suas paisagens predomina a nota decorativa, abundante; as profundidades são sentidas, autorizando a augurar ao jovem artista um futuro brilhante e promissor.

GARCIA BENTO, o jovem marinhista, que há alguns anos vem produzindo trabalhos de relativo valor, apresenta três quadros interessantes, espatulados com simpatia.

PEDRO BRUNO, o conquistador do prêmio de viagem do ano passado apresenta-se fraco; com relação ao que tem produzido, nos dá a impressão de que executou os trabalhos apresentados de afogadilho, apenas para figurar no catálogo. O desenho dos seus quadros é fraco e a coloração desordenada, faltando-lhes a finura com que o artista caracterizava as suas produções, antes da conquista do referido prêmio.

CECIL CLARK DAVIS confirma plenamente o que já escrevemos sobre ela. Os seus trabalhos representam manifestações altamente educadoras para os nossos jovens artistas; a distinta hóspede possui qualidades de retratista muito sérias; os seus retratos são largamente feitos, deixando porém transparecer um sólido conhecimento do desenho; a harmonia que deles emana é suave e sedutora. De CARLOS DE SERVI, entre os trabalhos enviados, destacamos “Estudo de frutos”, um trabalho bem tocado, onde os mínimos característicos dos motivos componentes do quadro são resolvidos com segurança; a técnica é variada dentro dos limites de um desenho rigoroso; “Depois da tempestade” e o “Retrato do Sr. Dr. Alfredo Souza” são por sua vez bons espécimes de Arte.

LEVINO FANZERES tem a prejudicar um dos seus bons trabalhos uma moldura que o Júri não devia permitir que entrasse no Salão, pela sua espalhafatosa construção, prejudicial aos trabalhos que lhe estão vizinhos. Afora o absurdo artista esta bem representado .

FRANCISCO CUCOLILO é um novo, que tem surpreendido pelo progresso que tem feito; não há muito tempo expôs dois quadrinhos na Galeria Rembrandt, mostrando que tem estudado. O trabalho que agora enviou ao Salão possui qualidades e patenteia condições de fatura reveladoras de um futuro brilhante.

HERMOGENES MARQUES confirma as suas qualidades de pintor militar; não há muito dedicamos ao seu talento algumas linhas onde estudávamos o seu valor como tal. Pedimos permissão aos nossos leitores para aqui transcrever o que dissemos do moço artista:

“Muito jovem ainda, dedicou-se seriamente ao estudo do desenho com o grande “Chartier” de Paris, onde durante 5 anos trabalhou, armazenando um cabedal que atualmente desenvolve aqui no Rio. Hermogenes Marques, assim se chama o moço pintor. O seu atelier começa a receber o aspecto de museu de troços militares; aqui e ali fardamentos, capacetes, correias, máscaras contra os gazes asfixiantes, espadas e mais uma infinidade de pequenos nadas preciosos a uma composição de assunto bélico, completando o ambiente livros, muitos livros, alinhados pelas estantes, revistas, etc., etc.

Pelas paredes, quadros, estudos de animais em atitudes complicadas e ousadas, músculos retesados, expressões de pavor e expectativa, manchas, paisagens da Córsega, dos Pirineus e arredores de Paris.

Em todo aquele ambiente percebe-se uma orientação segura e devotada à verdadeira causa da Arte: não sendo ainda um consumado mestre, tão pouco é um aprendiz. Os seus trabalhos revelam qualidades que garantem a sua posição de destaque ao lado de Pedro Américo, com a vantagem de ser senhor de uma maneira mais simpática de grupar as figuras, nas atitudes e escolha dos assuntos prenhes de grande pitoresco.

Em um dos seus movimentados desenhos de cavalos, “A corrida”, encontramos pontos de contato com o magnífico quadro de Gericault, “O Derby d’Epsom”.

Na “Corrida”, o movimento dos animais é bem compreendido, a anatomia resolvida com bom conhecimento, aliás, que se encontra em todos os seus desenhos e composições. Durante a estadia no velho mundo o seu temperamento desenvolveu-se de maneira grandiosa, dedicando-se ao difícil gênero de assuntos militares, preenchendo assim uma lacuna no nosso meio artístico. Já tínhamos artistas que, com grande brilho, praticavam a figura, a paisagem, a marinha, a natureza morta, etc.; faltava-nos porém o pintor de batalhas, gênero desaparecido no Brasil com a morte de Pedro Américo.

Sem receio de errar, podemos garantir que a falta acha-se preenchida pelo moço artista. No próximo Salão teremos a mais categórica das provas, com o envio que o distinto pintor vai fazer de quadros de assunto militar, que fatalmente agradarão pela sua composição e detalhes.”

Pelos trabalhos que o artista enviou ao salão tivemos confirmadas as nossas previsões em todos os seus menores detalhes, só nos faltando felicitá-lo pelo êxito que vem alcançando.

LUIZ KATTEMBACK, outro novo que se apresenta com um retrato ao ar livre, com qualidades, sendo o seu trabalho relativamente bom.

FRANCISCO MANNA, MARIA ELISA DE FRONTIN WERNECK, PAULA FONSECA, A. MARTINS RIBEIRO, BICHO, COELHO DE MAGALHÃES e FORMENTI apresentam-se bem, mostrando progresso na difícil Arte que abraçaram.

NAVARRO DA COSTA, marinhista, nos dá duas marinhas de aspecto moderno, onde se percebe que o artista tem estudado a sua especialidade. Os seus trabalhos são ricos de cor, vibrantes mesmo, traduzindo fielmente o espírito irrequieto que predomina nos seus menores gestos; encontramos o artista fielmente retratado nos seus quadros.

Dos trabalhos que o artista mandou ao Salão preferimos a marinha pintada em Portugal, onde os detalhes são mais resolvidos e mesmo mais estudados; lastimável é entretanto que o pintor não anime as suas produções com figuras desenvolvidas, para quebrar a nota monótona que se percebe no seu quadro.

REGINA VEIGA apresenta trabalhos bons, com finuras de desenho e de técnica. Achamos porém que a distinta artista, este ano, está representada com inferioridade, relativamente aos anos anteriores, pois tem exposto obras de grande valor.

EDGARD PARREIRAS, um paisagista fino, que caminha vitorioso, não obstante a luta permanente em que vive. A paisagem “Manhã de Sol”, que figura no Salão sob o n. 104, é o melhor atestado disso: sente-se realmente o Sol a beijar a crista da folhagem, a dourar os barrancos e os troncos. Não há muitos dias teve o laborioso artista a sua exposição aberta na Galeria Jorge, onde reuniu uma série de coisas em que o seu talente [sic] refulgia em toda a sua plenitude. Sentimos no jovem artista uma glória da nossa Arte, sem ser preciso o abuso dos motivos, pois o referido artista vem se mostrando fértil na escolha dos seus assuntos, como conseguiu provar na sua recente mostra e nos Salões anteriores.

CARLOS OSWALDO é um dos triunfadores do [...]


Imagens

RETRATO, de LUCILIO DE ALBUQUERQUE - MEDALHA DE HONRA (OURO).

DOIS IRMÃOS - MEDALHA DE DINORAH SIMAS ENÉAS.

ESCRAVA, DE ANTONINO MATTOS - PRÊMIO DE 1 :000$000.

“POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS” - PREMIADO COM A PEQUENA MEDALHA DE OURO - DE HELIOS SEELINGER.

“RECONHECIMENTO” - PREMIADO COM MENÇÃO HONROSA DE 1º GRAU - DE HERMOGENES MARQUES.

“RETRATO DE MME. AVELINO MESQUITA” - DE ARTHUR THIMÓTEO (MEMBRO DO JÚRI) - “RETRATO DE O. M.” - DE RODOLPHO CHAMBELLAND (MEMBRO DO JÚRI) - “RETRATO DA SRA. STEWART” - PREMIADO COM A PEQUENA MEDALHA DE OURO - DE D. CECIL CLARK DAVIS - “CHAGRIN D’AMOUR” - DE GEORGINA ALBUQUERQUE (MEMBRO DO JÚRI).

“BARCOS DO RIO LEÇA - PREMIADO COM A PEQUENA MEDALHA DE OURO - DE MARIO NAVARRO DA COSTA.

“JESUS ENTRE DOUTORES” - DE CARLOS OSWALDO (MEMBRO DO JÚRI)

“AUSCULTANDO” - PREMIADO COM A PEQUENA MEDALHA DE OURO - DE JOÃO THIMÓTEO.

“CAMINHO DO PORTO” - PREMIADO COM A GRANDE MEDALHA DE PRATA - DE ARGEMIRO CUNHA.

“TARDE DE SOL” - DE FRANCISCO MANNA - PREMIO DE ANIMAÇÃO ( 250$000).

“MANHÃ DE SOL” - PRÊMIO DA GALERIA JORGE (500$000) - DE EDGARD PARREIRAS.


Digitalização de Mirian Nogueira Seraphim

Transcrição de Andrea Garcia Dias da Cruz

O Salão de Belas Artes. PINTURA GRAVURA ESCULTURA. Illustração Brazileira, Rio de Janeiro, set. 1920, n/p.

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