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J. M. ARTES E ARTISTAS - BELAS ARTES. O Paiz, Rio de Janeiro, 20 ago. 1918, p.5.

De Egba

Edição feita às 22h08min de 28 de Março de 2013 por Egba (Discussão | contribs)

Ligeiras impressões do “salon”.

Como profanos, todos os sistemas e feituras nos parecem admissíveis na pintura de cavalete, desde que se destinem a exprimir a ideia ou o sentimento que o artista quis despertar em nós, e não pretendam interessar-nos exclusivamente pelo seu caráter, apuradamente clássico, ou extravagantemente revolucionário.

Como profanos, nos é indiferente que A, em vez de se utilizar de pincéis como B e C, se sirva de escovas ou esponjas, e que recorra ao efeito do alto relevo, por meio da sobreposição da tinta empastada, ou que lhe prefira o das tenuidades do espeganço [sic] - se com isso pôde exprimir o que pretendia. Mas, se apenas o preocupou o empenho de prender a nossa atenção pelas singularidades do 'processo, por mais individual que ele pareça, temos o direito de não apreciar em alto grau a sua arte, e de dizer que tal artista não vê a natureza através do temperamento, mas que se serve dela simplesmente como pretexto para a aplicação, mais ou menos engenhosa, das suas astúcias de artífice.

E já não será, então, para nós o artista, mas, apenas o ...arteiro!

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Digitalização de Arthur Valle

Transcrição Natalia Mano Goulart Saraiva

J. M. ARTES E ARTISTAS - BELAS ARTES. O Paiz, Rio de Janeiro, 20 ago. 1918, p.5.

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