. A exposição Anual da Escola de Belas Artes - O “vernissage” de ontem. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 12 ago. 1921, p.7. - Egba

A exposição Anual da Escola de Belas Artes - O “vernissage” de ontem. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 12 ago. 1921, p.7.

De Egba

A Escola Nacional de Belas Artes teve, ontem, a cerimônia do vernissage, e hoje, seus salões estão abertos ao público, ávido, como todos os anos, de conhecer os “novos”, que se apresentam e verificar o progresso e o inédito, que nos trazem os mestres consagrados.

A primeira impressão que trouxemos da Exposição ontem inaugurada é que se a deste ano não desmerece muito das anteriores, também não se lhes avantaja pela quantidade ou qualidade dos trabalhos expostos.

Procuramos ouvir a opinião de vários concorrentes e todos foram acordes que as exposições de nossa primeira escola de arte, de ano para ano, se vão tornando menos interessantes e mais descuradas as suas exibições.

Os mestres fizeram-se representar por Baptista da Costa, Amoedo, Timotheo, Visconti e outros, sobressaindo, entre os “novos”, Marques Junior, Formenti, Cantu e Boasset [?].

Na rápida visita que fizemos à Exposição, onde, numa grande confusão, envernizam-se quadros, estendiam-se festões, pregavam-se molduras, chamaram-nos a atenção três belos quadros de Cantu, as palpitantes marinhas de Gaede e um pequeno canto de toilette, habilmente pintado por Formenti, onde os metais reluzem com verdade flagrante e os reflexos de um abajur, casam-se, suavemente, com o modelo, que dá os últimos retoques no vestuário.

Com mais vagar, melhor diremos dos trabalhos expostos.


Imagem

Grupo da quase totalidade dos expositores no “salon” deste ano, tirado no “vernissage” de ontem


Digitalização de Mirian Nogueira Seraphim

Transcrição de Vinícius Moraes de Aguiar

A exposição Anual da Escola de Belas Artes - O “vernissage” de ontem. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 12 ago. 1921, p.7.

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