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ARTES E ARTISTAS. BELAS ARTES. O Paiz, Rio de Janeiro, 12 ago. 1923, p.8.

De Egba

O VERNISSAGE DA XXX EXPOSIÇÃO DE BELAS ARTES

O prestígio das coisas convencionais

Às 14 horas de ontem, havia nas galerias da Escola de Belas Artes um único artista (o último abencerragem) que dava, nervosa e convictamente, toques de aperfeiçoamento no seu quadro. Tudo mais ali achava-se metodicamente disposto e uma multidão circulava.

Porque, pelo menos, do ponto de vista da concorrência, o vernissage de ontem foi brilhantismo. O que o Rio possui de mais seleto lá se achava. Êxito completo.

Mas, por ora, em matéria de impressões, é impossível ir, conscienciosamente, além. As galerias estavam inundadas de fotógrafos dos jornais e revistas. E os estampidos de magnésio sucediam-se. Uma densa e irrespirável névoa envolvia tudo e era impossível ver com precisão fosse o que fosse.

Muita concorrência, turbilhões de fumaça de magnésio, tal foi o vernissage.

Assim velado o valor artístico dessa 30a exposição, cumpre apenas assinalar que o seu êxito mundano foi completo.


Imagem

Vernissage


Digitalização de Mirian Nogueira Seraphim

Transcrição de Vinícius Moraes de Aguiar

ARTES E ARTISTAS. BELAS ARTES. O Paiz, Rio de Janeiro, 12 ago. 1923, p.8.

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