|
|
RAPHAEL FREDERICO (Rio de Janeiro, RJ, 1865 – Idem, 1934) Nasceu no Rio de Janeiro, a 24 de outubro de 1865. Matriculou-se na Academia Imperial de Belas Artes em 1877, aos doze anos de idade. Junto com Elysêo Visconti, Fiúza Guimarães, e outros mais, teria participado das agitações que antecederam a reforma de 1890, que renomeou a Academia fluminense como Escola Nacional de Belas Artes. Em 1893, obteve o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, dirigindo-se primeiro para Paris, onde permanece por cerca de um ano e estuda com Dagnan Bouveret. Seguiu depois para Roma, onde estabeleceu ateliê no velho palacete Panphilli, na Via Nomentana. Estudou no prédio do Círculo Artístico Internacional e freqüentou o ateliê de Zeferino da Costa, como o qual colaborou na elaboração dos cartões para a decoração do teto da Igreja da Candelária no Rio de Janeiro. Das obras que realizou no seu período na Europa, cumpre mencionar Tentação de Santo Antônio, envio de último ano de pensionista, que pertence hoje ao Museu Nacional de Belas Artes. Raphael Frederico dedicou-se com especial atenção à técnica da aquarela e foi um do fundadores, junto com seu antigo mestre Rodolpho Amoêdo, da Sociedade de Aquarelistas. Exerceu ainda o magistério oficial na Escola Mista Imperial da Quinta da Boa Vista, no Liceu de Artes e Ofícios, na Casa São José, no Colégio Rampi, entre outros. * Veja mais sobre Raphael Frederico em DezenoveVinte Termos de julgamento das provas dos Concursos ao Prêmio de Viagem em pintura durante a 1a República, Seção Documentos. Victor Vianna. Escola de Bellas Artes - Os Premios de Viagem, seção Artigos na Imprensa. Camila Dazzi. Pensionistas da Escola Nacional de Belas Artes na Itália (1890-1900) - questionando o “afrancesamento” da cultura brasileira no início da República, seção Ensino Artístico. |