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PARDAL MALLET (Bagé, Rio Grande do Sul, 1864 - Caxambu, Minas Gerais, 1894) João Carlos de Medeiros Pardal Mallet nasceu em 9 de dezembro de 1864. Jornalista e romancista, após os estudos preparatórios na terra natal, veio para o Rio de Janeiro para estudar Medicina. Deixou o curso no quarto ano, devida às suas idéias republicanas, que expressava em artigos na imprensa fluminense. Iniciou o curso de Direito em São Paulo e foi concluí-lo em Recife, em plena efervescência da Escola do Recife. No dia da colação de grau, republicano arraigado, recusou-se a fazer o juramento legal, não se sujeitando às palavras que garantiam o respeito ao regime monárquico. Perante a Congregação declarou que não desejaria ser perjuro no primeiro passo da mocidade. Só com a intervenção de Joaquim Nabuco, diretor da Faculdade, concedeu-se-lhe o grau a que tinha direito. Voltando ao Rio, em 1888, participou dos movimentos abolicionista e republicano. O jornalismo foi a sua grande paixão espiritual. Foi periodista na Gazeta da Tarde, colaborou em quase todas as folhas cariocas, na Gazeta de Notícias, no Diário de Notícias, escrevendo muitas vezes sob pseudônimos. Fundou o jornal O Combate, saindo o primeiro número em janeiro de 1892. Secretariou a Cidade do Rio, de José do Patrocínio, mas, rompendo depois com o grande abolicionista, que era anti-republicano, fundou o jornal A Rua, dirigindo-o ao lado de Luís Murat, Olavo Bilac e Raul Pompéia. Temperamento exaltado, tentou restabelecer, no Brasil, o costume do duelo: chegou a ter um com o seu maior amigo, Olavo Bilac. Algumas de suas obras: Meu álbum (1887, contos); O hóspede (1887, romance); O lar (1888, romance); A pandilha, costumes gaúchos (1889); Pelo divórcio! (1894, panfleto). Em 1890, Pardal Mallet participou ativamente dos debates em torno da reforma do ensino artístico no Rio de Janeiro, se posicionando contra aqueles que desejavam a extinção da Academia, e, por meio da sua atuação como articulista, colocando-se ao lado dos “novos”, que almejavam a reforma da instituição e do qual participavam artistas como os já então professores Rodolpho Amoêdo, Henrique e Rodolpho Bernardelli, e alunos, como Eliseu Visconti e Raphael Frederico. * Veja mais sobre Pardal Mallet em DezenoveVinte |