JOACHIM LEBRETON

(St-Méen, França, 1760 - Rio de Janeiro, 1819)

Professor, administrador e legislador, Lebreton começou suas atividades como professor de retórica no Collége de Tulle. Sobre o Diretório, foi nomeado administrador das Belas Artes do Ministério do Interior. Participou do golpe de estado de brumário, tornando-se, no ano VIII, membro do Tribunat, e, no ano XI, membro do Institut de France; desde o ano XII, era ainda membro da Légion d'honneur. Com a Restauração, porém, foi afastado de seus cargos e obrigado a se exilar, vindo a conseguir refúgio no Brasil, sob a proteção da Família Real Portuguesa, aqui instalada desde 1808. Lebreton aportou no Rio de Janeiro em 1816, como encarregado de chefiar uma colônia de artistas, que passou a ser mais conhecida, na nossa história da arte, como a Missão Artística Francesa.

Joachim Lebreton, secretário perpétuo da seção de Belas-Artes do Institut, formulou um julgamento aprofundado e verdadeiramente engajado nas discussões artísticas de seu tempo. Biógrafo de Joseph Marie Vien, em favor deste procurou diminuir o papel de Jacques-Louis David nas transformações artísticas ocorridas na França de finais do século XVIII: para Lebreton, a verdadeira restauração dos costumes e das artes então verificada estava muito mais ligada a nomes como os de Montesquieu, Buffon, Rousseau, Voltaire e do citado Vien. Morreu poucos anos depois de sua chegada ao Brasil, sem que seus projetos de aqui implementar um ensino artístico sistematizado tivessem sido de todo realizados.

* Veja mais sobre Joachim Lebreton em DezenoveVinte

Joachin Lebreton. Manuscrito sobre o estabelecimento da dupla escola de artes no Rio de Janeiro, em 1816, seção Textos de Artista.

Alberto Cipiniuk. A pedagogia artística de Lebreton, seção Ensino Artístico.