CARLOS OSWALD

(Florença, Itália, 1882 - Petrópolis, RJ, 1971)

Gravador, desenhista, pintor e professor, Carlos Oswald era filho do maestro e compositor brasileiro Henrique Oswald. Se formou em Física e Matemática pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença, e, por influência paterna, se iniciou no estudo da música. Seus primeiros estudos de pintura foram feitos também em Florença, com mestres como Odoardo Gelli, Vittorio Corcos, Francesco Giolli e Domenico Trentacoste. Depois de um curto período no Brasil, entre 1906 a 1908, Carlos Oswald voltou para Itália, onde começou a estudar gravura com o norte-americano Carl Strauss. Viajou para Paris e Munique, onde freqüentou as aulas do escultor Adolf von Hildebrandt; na Alemanha, aprendeu ainda a técnica da água-forte, com a qual se destacaria no panorama da arte brasileira.

Em 1914, impedido de voltar para a Europa em decorrência da eclosão da 1a Guerra Mndial, fixou-se definitivamente no Brasil. Passou então a lecionar gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, na Fundação Getúlio Vargas e na Biblioteca Nacional. Vários de seus alunos se tornaram posteriormente gravadores destacados, como foi o caso de Fayga Ostrower, Darel Valença, Poty Lazzarotto, Renina Katz e Henrique Oswald, seu filho. Carlos Oswald expôs várias vezes na Europa e participou com certa freqüência das Exposições Gerais de Belas Artes, conquistando Menção Honrosa de Primeiro Grau em 1909, Medalha de Bronze em 1912, Pequena Medalha de Ouro em 1913 e Grande Medalha de Prata em 1916. Destacou-se também como decorador, sendo de sua autoria diversas das pinturas que ornamentam o Palácio Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, bem como os frisos da Sala do Café, no Palácio Tiradentes, nos quais figuram alegorias evocando a formação mítica da nação brasileira.

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Arthur Valle. Pintura decorativa na 1a República: Formas e Funções, seção Arquitetura e Artes Decorativas.