|
|
AUGUSTO LUIZ DE FREITAS (Porto Alegre, RS, 1868 - Roma, Itália, 1962) Nascido no Estado do Rio Grande do Sul, de pai português e mãe brasileira, Augusto Luiz de Freitas foi levado, aos sete anos, para Portugal. Ali, fez seus estudos iniciais de desenho, na Academia de Belas Artes do Porto, onde teve por condíscpulos nomes posteriormente famosos como Teixeira Lopes e Antonio Carneiro. Regressou ao Rio Grande do Sul em 1893, onde passou alguns anos dedicando-se à pintura de cenografias e desenhando retratos. Somente em 1895, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, onde estudou pintura com Henrique Bernardelli, na Escola Nacional de Belas Artes. Conquistou, na Exposição Geral de Belas Artes de 1898, o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, com a tela In Deo speravit, que figura hoje no acervo do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Luiz de Freitas seguiu então para a Itália, vindo a radicar-se em Roma. Periodicamente, todavia, visitava o Brasil, realizando exposições no Rio de Janeiro e em São Paulo. Além disso, até os anos 1930, o pintor continuaria enviando trabalhos para as Exposições Gerais, certame no qual voltaria a ser premiado em 1901 e 1908. Entre outros trabalhos importantes, foi responsável pela grande cúpula do pavilhão central da exposição do Brasil em Turim, em 1911, trabalho hoje perdido no qual teria representado cenas de pesca ambientadas nas praias fluminenenses. No final dos anos 1910, fixou-se por curto período de tempo em Porto Alegre, onde foi professor do Instituto de Belas Artes. Posteriormente, Luiz de Freitas voltou para Roma, cidade onde, já nonagenário, viria a falecer. * Veja mais sobre Augusto Luiz de Freitas em DezenoveVinte Gonzaga Duque. Os “Salões” de 1904, 1905, 1906 e 1907, Seção Artigos na Imprensa.
|