Aspectos ornamentais de igrejas católicas neogóticas brasileiras (c.1860-c.1960)

Paula Ferreira Vermeersch

VERMEERSCH, Paula Ferreira. Aspectos ornamentais de igrejas católicas neogóticas brasileiras (c.1860-c.1960). 19&20, Rio de Janeiro, v. XII, n. 1, jan./jun. 2017. Disponível em: <http://www.dezenovevinte.net/arte%20decorativa/pfv_neogotico.htm>.

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1.       É comum, nas cidades brasileiras, a presença de templos, católicos e protestantes, com fachadas, elementos decorativos e programas iconográficos que podemos identificar como ligados à tradição construtiva, de origem francesa, que convencionalmente denominou-se Gótica[1]. Este “revival” do gótico, na arquitetura oitocentista, é considerado parte do chamado movimento Eclético, identificado como um conjunto de soluções formais e estruturais surgido no âmbito das grandes modificações urbanas na era industrial.

2.       Os significados do Gótico nas novas cidades, surgidas pelos novos influxos produtivos, são múltiplos. Como atesta Leonardo Benevolo[2], o Neogótico francês foi uma resposta de um grupo de arquitetos, intelectuais e artistas a algumas das normativas da Academia; já na Inglaterra, o Gótico aparece como fruto de citações literárias, e um gosto por certo “exotismo”. As propostas do Neogótico se ligarão, também, a conteúdos religiosos e esse partido será o escolhido por algumas ordens, em seus trabalhos pastorais em países da América- de qualquer forma, para uma proposição inicial, pode-se afirmar que ogivas, vitrais, aguilhões e rosáceas foram elementos importantes em discursos diversos, ao longo do tempo.

3.       No Brasil, templos neogóticos são muito frequentados e estimados por suas comunidades. Apesar disso, tais construções não mereceram, em sua maior parte, estudos aprofundados sobre suas origens e históricos, ou possuem conjuntos de informações mais detalhadas sobre a escolha desse partido em seus projetos originais. A hipótese central deste texto é que talvez seja plausível supor um caminho de investigação que passe pelo exame de detalhes de ornamentos dessas construções - para a elucidação de seus processos construtivos ou dos significados litúrgicos, culturais e políticos que esses templos tiveram para quem os construiu. Para fins desse artigo, foram selecionados alguns ornamentos de igrejas católicas. Seria possível falar sobre os templos protestantes ou casos de arquitetura civil. Mas a presente pesquisa sobre fachadas, pisos, vitrais dessas edificações ainda está no início e tal cruzamento de informações não se faz possível no presente momento.

4.       Em todo o Brasil, as igrejas neogóticas foram construídas aproximadamente entre 1860 e 1960. Esse (quase) um século neogótico pode ter sido iniciado por um sacerdote da Congressão da Missão francês, o padre Júlio José (Jules-Joseph) Clavelin (1834-1909).[3] Os vicentinos ou lazaristas estavam presentes no Brasil desde o início do século XIX, mas a Ordem enviou considerável afluxo de religiosos na segunda metade do XIX, formando tanto na capital quanto em províncias do interior escolas, seminários e outras instituições educacionais ou de caridade. O último caso que destacaríamos nessa sequência de canteiros neogóticos para igrejas católicas seria a Catedral Metropolitana da Sé de São Paulo, erigida entre 1913 e 1967. A Sé de São Paulo e sua decoração serão temas de um texto posterior - aqui, a análise se centrará em alguns casos do século XIX e virada do XX.

5.       O padre Clavelin ficou responsável pelo Seminário de Santa Teresa, em Salvador. Em 1862, o sacerdote iniciou suas atividades no Seminário do Caraça, em Minas Gerais, onde permaneceu até 1885. Atuou no Caraça primeiro como educador; mas em 1865 tornou-se o Superior da Casa e em sua gestão projetou e construiu uma nova igreja para o Seminário, a Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, cujas obras duraram de 1876 a 1883 [Figura 1].

6.       A igreja do Caraça foi um modelo para muitas construções posteriores e devemos considerar a força dessa tipologia num lugar de formação do sacerdócio. Após a igreja do Caraça, templos com torres sineiras fronteiriças, ogivas e rosáceas [Figura 2] serão difundidos em várias partes do país. Serão, em especial, templos ligados às devoções marianas, bastante importantes para os vicentinos e desde sempre muito populares entre os fiéis brasileiros.

7.       Clavelin foi, também, precursor no incentivo na formação de oficinas: a necessidade de se construir e ornamentar a Mãe dos Homens criou uma série de relações entre o Seminário e artífices locais, do Rio e da França. Nesse sentido, registra-se o esforço do padre em trazer elementos importados para sua obra. De fato, a Mãe dos Homens trará, para os fiéis brasileiros, o gosto pelos vitrais e a dificuldade em obtê-los fará surgir novas possibilidades para artesãos vidraceiros, nas décadas seguintes.

8.       O estudo do canteiro da igreja do Caraça seria de fundamental importância para delimitar o Neogótico religioso brasileiro como um campo de estudos- promissor, como o vemos. Note-se que no Caraça não houve utilização de mão-de-obra escrava, ficando os trabalhos a cargo de operários portugueses e espanhóis. Não sabemos até que ponto isso afetou os processos produtivos e a organização do canteiro, ou se a escolha do padre Clavelin se deu a alguma razão de tom ideológico.

9.       Os vitrais da Mãe dos Homens são de fabricação francesa [Figura 3, Figura 4 e Figura 5]. O padre José Tobias Zico, que foi diretor do Caraça por muitos anos e dedicou-se a escrever textos sobre a história da instituição e de seu patrimônio,[4] informa, a partir de documentos do Arquivo da casa, que os vitrais caracenses foram encomendados pelo padre Clavelin em Paris em 1884, a Claudius Lavergne et Ses Fils, artistas e vitralistas situados à Rue D’Assas, 74. Clavelin elaborou, junto com a equipe Lavergne um programa iconográfico de cinco cenas da Vida de Cristo (Natividade, Apresentação ao Templo, Cristo entre os doutores, Sagrada Família na oficina de Nazaré e as Bodas de Caná) e três rosáceas. Um dos vitrais, o central das três janelas maiores, teve o pagamento doado por D. Pedro II, quando de sua visita ao Colégio, em 12 de abril de 1881- por esse motivo, recebeu a marca da coroa imperial e o brasão do Império.

10.    Instalados em 1886, os vitrais do Caraça atestam a ligação de Clavelin com os debates mais amplos sobre o Neogótico. Claudius Lavergne (1815-1887), pintor formado pela École des Beaux-Arts de Lyon e aluno de Jean-Auguste-Dominique Ingres (1780-1867) em Roma, tornou-se vitralista e recebeu cargos de responsabilidade do Patrimônio francês a partir do incentivo direto de Eugène Viollet-le-Duc (1814-1879), o célebre arquiteto que comandou as restaurações da Abadia de Saint-Denis, da Saint-Chapelle e da Catedral de Notre-Dame, nas décadas de 1830 a 1880, e que formulou parte dos princípios de restauração moderna na arquitetura. Para a sua igreja na serra rústica, Clavelin trouxe o que existia de mais “moderno” e “atualizado” em Neogótico na França - como adiantamos, essa escolha será determinante na construção de um gosto pelo Neogótico e por esse tipo de ornamentação no Brasil.

11.    O padre Clavelin também idealizou uma igreja no Rio de Janeiro, iniciada em 1886 e terminada em 1892: a Basílica da Imaculada Conceição, no bairro de Botafogo [Figura 6]. A igreja foi projetada para o colégio fundado pelas irmãs vicentinas a pedido de D. Pedro II em 1854. A Imaculada Conceição de Botafogo possui 32 vitrais [Figura 7] e a informação que temos é de que todos foram importados da França, como no caso da Igreja do Caraça.

12.    Num primeiro exame, os vitrais da Mãe dos Homens do Caraça diferem da série da Imaculada Conceição de Botafogo. Os motivos ornamentais nos dois conjuntos seguem padrões geométricos ou florais que não se assemelham e, apesar do tratamento das figuras humanas ser bastante próximo, há diferenças também na anatomia e gestual - o que faz pensar em dois fabricantes diferentes, mas apenas uma pesquisa mais aprofundada na documentação do templo de Botafogo poderia elucidar a questão.

13.    A retomada da tradição do vitral era recente na França, surgida dos restauros dos templos medievais, abalados pelo passar dos séculos ou pela depredação sistemática na Revolução.[5] O aporte conceitual de Viollet-le-Duc impulsionou as atividades das oficinas, surgidas entre as décadas de 1840 e 1850. O padre Clavelin, ao imaginar espaços para vitrais na Igreja do Caraça e na Imaculada Conceição de Botafogo, mostra-se bastante sensível a esses esforços dos artífices franceses e ao movimento intelectual mais geral da revalorização do Gótico.

14.    Um outro exemplo de igreja neogótica que lembra o modelo da Igreja do Caraça é o Santuário do Imaculado Coração de Maria, na cidade mineira de Pouso Alegre [Figura 8]. Dom João Batista Correa Nery (1863-1920), religioso campineiro que entre 1901 e 1908 foi bispo de Pouso Alegre,[6] incentivou a construção deste templo, a cargo dos recém-chegados sacerdotes da Congregação dos Filhos do Imaculado Coração de Maria, C. M. F., ordem fundada na Espanha em 1849 por Santo Antônio Maria Claret (1807-1870, canonizado em 1950).

15.    Os claretianos, entre 1902 e 1905, erigiram uma sede que se tornou popular na cidade e que atualmente se encontra em restauro e reformas. Em 2012, parte da estrutura do teto da igreja desabou e uma grande campanha foi realizada para a recuperação do edifício.[7] De decoração sóbria, o Santuário de Pouso Alegre também possui um significativo conjunto de vitrais.

16.    É interessante apontar um paralelo entre a escolha pelo partido neogótico dos vicentinos no Caraça e em Botafogo e dos claretianos em Pouso Alegre: as duas missões, no Brasil, se notabilizaram pelas iniciativas na área educacional, bem como pela divulgação sistemática dos cultos marianos. Ao que tudo indica, o Neogótico foi considerado o estilo mais condizente com as prédicas didáticas, ligadas à formação tanto temporal quanto espiritual dos fiéis brasileiros. A história da arquitetura no país poderia se beneficiar de mais pesquisas sistemáticas sobre os sacerdotes dessas ordens, suas biografias e trajetórias, bem como a ligação destes com artífices, pedreiros e mestres-de-obras de seus canteiros.

17.    Sobre a autoria dos vitrais do Santuário de Pouso Alegre [Figura 9], nada sabemos até o momento. Mas é possível identificar outros conjuntos que devemos à Casa Conrado, que produzia vitrais na cidade de São Paulo e realizou cerca de 600 conjuntos para igrejas, edifícios públicos e instituições em todo o país.[8] O artesão Conrado Sorgenicht, vindo de Cleve, norte da Alemanha, em 1874, estabeleceu com a família uma próspera oficina de ornamentação. Em 1889, Sorgenicht estabelece sua Casa no Belenzinho e desse endereço enviará suas obras e fará suas propagandas.

18.    Os canteiros neogóticos serão importantes clientes de Sorgenicht: destacam-se a Igreja Evangélica Luterana de São Paulo, na avenida Rio Branco; a Igreja de Nossa Senhora dos Homens Pretos, no Largo do Paissandu; a Igreja de Santa Cecília; e a Catedral Metropolitana de São Sebastião, de Ribeirão Preto. A Casa Conrado ficou responsável, por exemplo, pelos vitrais da Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em Campinas [Figura 10]. Entre 1936 e 1944[9], tanto a Capela do Santíssimo quanto a nave central do templo - que havia acabado de ser construído, no mesmo local da velha Matriz campineira - receberam os belos painéis com cenas bíblicas e símbolos litúrgicos [Figura 11].

19.    Outro detalhe dos interiores neogóticos brasileiros a ser considerado são os pisos hidráulicos.  No Carmo campineiro, vemos motivos que se repetem em outros templos [Figura 12] (inclusive os que não seguem o partido neogótico) mesmo em localizações distantes, como a Igreja Matriz de São Pedro, em Presidente Epitácio, município portuário no Rio Paraná, no extremo oeste paulista [Figura 13]. A notícia é que o ladrilhamento do Carmo de Campinas foi feito em 1938; talvez a documentação da Matriz velha campineira possa esclarecer a origem dos pisos espalhados pelo interior paulista.

20.    As investigações até agora não apontaram fontes seguras para a origem dos pisos hidráulicos, nem tampouco das pinturas parietais, que citam diretamente os estudos de Viollet-le-Duc sobre a ornamentação gótica. É o caso, por exemplo, das pinturas na Catedral Metropolitana de Curitiba [Figura 14 e Figura 15], construída entre 1876 e 1893, e na Igreja de Santa Ifigênia paulistana, datada dos anos de 1904 a 1910 [Figura 16 e Figura 17], com as paredes totalmente adornadas de motivos florais, geométricos, guirlandas e temas de origem nórdica. Há a indicação de pintores que se especializaram nestes temas, mas seus nomes, trajetórias e lugares de atuação ainda precisam de maiores comprovações e detalhamento.

21.    Apesar de ainda desconhecermos muito do que orna as igrejas católicas neogóticas brasileiras, esperamos que os próximos passos da pesquisa iniciada para o escopo desse artigo consigam elucidar mais desse instigante universo de religiosos, artífices, artistas e fiéis e seus projetos estéticos tão apurados e significativos e que o Neogótico brasileiro seja devidamente avaliado e estimado em sua relevância intelectual e artística.

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[1] Sobre a origem do termo, seu uso e acepções, pode-se consultar o trabalho de RABELO, Marcos Monteiro. O abade Suger, a igreja de Saint-Denis e os primórdios da arquitetura gótica na Île-de-France do século XII. Dissertação de mestrado, IFCH-Unicamp, 2005. O autor traduziu os textos do Abade Suger, onde a construção da nova Abadia de Saint-Denis é debatida e as consequências políticas e estéticas de seu projeto são avaliadas. Para maior detalhamento da discussão do Neogótico no XIX, consultar: MENEGHELLO, Cristina. Da ruína ao edifício. Neogótico, reinterpretação do passado na Inglaterra vitoriana. Tese de doutorado, IFCH-Unicamp, 2000.

[2] BENEVOLO, Leonardo. A era da reorganização e as origens da Urbanística moderna. In: _____. História da Arquitetura Moderna. São Paulo: Perspectiva, 2011, p.69-88.

[3] Algumas informações sobre o Padre Clavelin podem ser acessadas no site do Santuário do Caraça, http://www.santuariodocaraca.com.br/aconteceu-no-caraca-em-2009/centenario-do-pe-clavelin/

[4] Entre esses títulos, ZICO, Pe. José Tobias, C.M. Caraça, sua igreja e outras construções. Belo Horizonte: FUMARC/UCMG, 1983.

[5] A depredação jacobina, no período do Terror, desfigurou bastante a Igreja de Saint-Denis, necrópole das famílias reais francesas. Viollet-le-Duc reconduzirá os restos mortais reais a suas tumbas (os corpos foram jogados pelos revolucionários numa vala comum), bem como consertará os vitrais quebrados e outros artefatos danificados. LOYETTE, Henri (General Editor), ALLARD, Sébastien, DES CARS, Laurence. A modern style: Nineteenth-Century Gothic. In:  Nineteenth Century French Art. Paris: Flammarion, 2007, p.165-175.

[6] Dom Nery, ordenado em 1886, dez anos depois foi sagrado bispo do Espírito Santo, em Roma. Depois de Pouso Alegre, Dom Nery retornará a sua cidade natal, de recém-fundada diocese. Campinas guarda a memória de seu primeiro bispo. Sua estátua em bronze, na frente da Catedral Metropolitana, o tornou um personagem à parte do centro histórico da cidade.

[7] Cfr.: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2013/02/fieis-fazem-campanha-pare-restaurar-santuario-de-pouso-alegre-mg.html

[8] Informações básicas sobre a história dessa companhia e análise de alguns desses conjuntos estão em MELLO, Regina Lara Silveira. Casa Conrado: cem anos do vitral brasileiro. Dissertação de mestrado, IA-Unicamp, 1996.

[9] MARTINS, José Pedro Soares. Basílica do Carmo: história de fé no coração de Campinas. Campinas: Komedi, 2009.