{"id":4899,"date":"2024-12-22T21:14:40","date_gmt":"2024-12-23T00:14:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/?post_type=artigo&#038;p=4899"},"modified":"2025-06-13T17:07:34","modified_gmt":"2025-06-13T20:07:34","slug":"uma-aquarela-da-patria","status":"publish","type":"artigo","link":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/","title":{"rendered":"Uma aquarela da p\u00e1tria: as belas-artes e a constru\u00e7\u00e3o da nacionalidade no Par\u00e1 Imperial (1840-1880)"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"4899\" class=\"elementor elementor-4899\" data-elementor-post-type=\"artigo\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4d2f789e nohoverflow elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4d2f789e\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-39b61528\" data-id=\"39b61528\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-541facf elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"541facf\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Silvio Ferreira Rodrigues*<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-037e628 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"037e628\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><b>Como citar: <\/b>RODRIGUES, Silvio Ferreira<span style=\"letter-spacing: 0.025em;\">. Uma aquarela da p\u00e1tria: as belas-artes e a constru\u00e7\u00e3o da nacionalidade no Par\u00e1 Imperial (1840-1880).<\/span>\u00a0\u00a0<strong>19&amp;20,<\/strong> <span style=\"letter-spacing: 0.025em;\">Rio de Janeiro, v. XX, 2025. DOI: 10.52913\/19e20.xx.02. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/<\/span><\/p><p>\u2022\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2022\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2022<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-938f5e5 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"938f5e5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p class=\"MsoListParagraphCxSpFirst\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">1. Em 14 de mar\u00e7o de 1859, despois de festejar o anivers\u00e1rio da imperatriz Teresa Cristina com uma missa na Catedral de Bel\u00e9m do Par\u00e1, o p\u00fablico encerrou a solenidade no pal\u00e1cio da presid\u00eancia da prov\u00edncia, cortejando o retrato do Imperador que ali se achava.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn1\" name=\"_ednref1\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[1]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Esse foi mais um dos rituais oficiais promovidos pelas autoridades, que envolvia diversos setores da sociedade nos eventos de celebra\u00e7\u00e3o da monarquia. Em um s\u00e9culo marcado pelo desencantamento do mundo, a imagem da monarquia brasileira continuava sendo associada \u00e0 esfera do sagrado.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn2\" name=\"_ednref2\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[2]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Tudo funcionava, para usar a f\u00f3rmula de Pierre Bourdieu, como uma esp\u00e9cie de poder simb\u00f3lico, \u201cquase m\u00e1gico que permite obter o equivalente daquilo que \u00e9 obtido pela for\u00e7a (f\u00edsica ou econ\u00f4mica) e s\u00f3 se exerce se for <i>reconhecido<\/i>, quer dizer, ignorado como arbitr\u00e1rio.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn3\" name=\"_ednref3\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[3]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> O que estava em jogo naquele tempo era, sobretudo, a legitimidade da autoridade mon\u00e1rquica na prov\u00edncia rebelde do Gr\u00e3o-Par\u00e1, que resistira ferozmente ao projeto de centraliza\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpLast\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">2. Assim, n\u00e3o surpreende que a dimens\u00e3o altamente pol\u00edtica dos rituais da monarquia e a exalta\u00e7\u00e3o da figura do Imperador tenham sido uma constante na Amaz\u00f4nia durante o Segundo Reinado, sempre presente na agenda oficial das autoridades. Para al\u00e9m de outras quest\u00f5es, o objetivo deste artigo \u00e9 analisar como o projeto de constru\u00e7\u00e3o de uma almejada identidade nacional na prov\u00edncia do Par\u00e1 teve nas artes visuais o ve\u00edculo privilegiado de promo\u00e7\u00e3o e propaga\u00e7\u00e3o, que deveria forjar no esp\u00edrito dos paraenses um sentimento de pertencimento \u00e0 p\u00e1tria brasileira. Vale dizer que, ao enveredar por esse caminho, procura-se tamb\u00e9m trazer \u00e0 luz o ambiente art\u00edstico da Amaz\u00f4nia imperial, cuja hist\u00f3ria carece de ser escrita.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">Arte-p\u00e1tria e ressentimento amaz\u00f4nico <\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">3. \u00c9 imposs\u00edvel falar do desenvolvimento do gosto pelas artes visuais na Amaz\u00f4nia oitocentista sem tocar em quest\u00f5es pol\u00edticas e sociais que afetaram profundamente a regi\u00e3o durante esse s\u00e9culo. Sem temer exageros, pode-se dizer que o nexo entre arte e sociedade salta aos olhos nesse tempo. Antes de tudo, por\u00e9m, \u00e9 preciso ressaltar que, segundo os comp\u00eandios hist\u00f3ricos, enquanto o Brasil se constitu\u00eda como na\u00e7\u00e3o, foi preciso sufocar os diversos movimentos separatistas em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds que seguiram resistentes at\u00e9 1848. Assim, em nome da unidade nacional, os \u201crebeldes\u201d foram massacrados sistematicamente pelas for\u00e7as imperiais.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn4\" name=\"_ednref4\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[4]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Contudo, para viabilizar esse projeto foi tamb\u00e9m necess\u00e1rio criar institui\u00e7\u00f5es que mostrassem aos habitantes desse imenso territ\u00f3rio que eles faziam parte de uma mesma na\u00e7\u00e3o com caracter\u00edsticas peculiares. Foi, portanto, baseado nesse princ\u00edpio que se fundou o Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro (IHGB), em 1838, e se inaugurou a Academia Imperial de Belas Artes no Rio de Janeiro, em 1826, institui\u00e7\u00f5es que desempenharam um papel central na constru\u00e7\u00e3o de uma identidade nacional brasileira.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn5\" name=\"_ednref5\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[5]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Do mesmo modo, partilhando do projeto de na\u00e7\u00e3o forjado durante o Segundo Reinado, as autoridades do Par\u00e1 fizeram um consider\u00e1vel investimento na constru\u00e7\u00e3o do poder simb\u00f3lico da monarquia em solo amaz\u00f4nico. Essa atitude \u00e9 ainda mais evidente quando se pensa que a anexa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o ao territ\u00f3rio nacional n\u00e3o somente foi demorada como tamb\u00e9m indesejada por muita gente. Por isso, entre as autoridades, ningu\u00e9m duvidava da necessidade de plantar a semente do patriotismo em um lugar eivado de ressentimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Corte.<b><\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraph\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">4. Sabemos que toda essa desconfian\u00e7a havia se acentuado no momento em que o atual territ\u00f3rio brasileiro esteva tomado por insurrei\u00e7\u00f5es e levantes. A Amaz\u00f4nia, por muito tempo, guardaria amargas lembran\u00e7as desse per\u00edodo, levando os intelectuais do Par\u00e1 no s\u00e9culo seguinte a fazer uma severa revis\u00e3o desse passado de lutas e viol\u00eancia.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn6\" name=\"_ednref6\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[6]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Em retrospectiva, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar o motivo de tanto ran\u00e7o. Decerto, o movimento revolucion\u00e1rio conhecido como Cabanagem (1835-1840) constituiu-se num dos epis\u00f3dios mais traum\u00e1ticos dessa hist\u00f3ria nos rinc\u00f5es amaz\u00f4nicos. Como nos conta Magda Ricci, essa revolu\u00e7\u00e3o contestava a autoridade do governo, mas seu alvo n\u00e3o se resumia ao presidente da prov\u00edncia do Gr\u00e3o-Par\u00e1, estando sempre associado a uma gama bem maior e mais complexa de autoridades, que iam desde as autoridades religiosas, representantes de Deus na terra, at\u00e9 o \u00faltimo dos senhores de escravos ou mesmo um simples pai de fam\u00edlia.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn7\" name=\"_ednref7\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[7]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Somente ap\u00f3s a derrota do movimento, portanto, \u00e9 que nasceria a prov\u00edncia do Par\u00e1 ligada ao Imp\u00e9rio do Brasil.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">5. Vendo por esse \u00e2ngulo, n\u00e3o \u00e9 estranho que tenha sido necessariamente nesse ambiente de retomada da ordem e apaziguamento dos \u00e2nimos que ocorresse um consider\u00e1vel investimento na imagem da monarquia e do Imperador como autoridade m\u00e1xima da na\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia. Vencida a guerra nos campos de batalha, agora o Imp\u00e9rio passava a travar outras lutas no campo ideol\u00f3gico. Como \u00e9 bem conhecido, para construir a t\u00e3o almejada identidade brasileira, o Segundo Reinado investiu em uma produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica e liter\u00e1ria inspirada no romantismo, uma vez que esse movimento \u201cfornecia concep\u00e7\u00f5es que permitiam afirmar a universalidade, mas tamb\u00e9m o particularismo, e portanto, a identidade.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn8\" name=\"_ednref8\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[8]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Nessa empreitada, o pr\u00f3prio Imperador D. Pedro II (1825-1891) encarregou-se de incentivar o desenvolvimento cultural da na\u00e7\u00e3o, colocando sob sua prote\u00e7\u00e3o artistas, cientistas e literatos. Seus bi\u00f3grafos, por sinal, costumam lembrar que o monarca participava ativamente das institui\u00e7\u00f5es culturais de seu tempo.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn9\" name=\"_ednref9\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[9]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Sobre a figura de Imperador constitui-se ent\u00e3o a imagem exemplar do pol\u00edtico liberal e intelectual, amante das ci\u00eancias e das artes, ou, na opini\u00e3o de Oliveria Lima, \u201co mais nobre dos homens e o mais perfeito monarca.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn10\" name=\"_ednref10\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[10]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que foi durante o seu reinado que se desenvolveu com maior clareza toda uma pol\u00edtica cultural proposta a dar uma nova \u201ccara\u201d \u00e0 na\u00e7\u00e3o, objetivando fortalecer sua unidade. Fez-se ent\u00e3o necess\u00e1rio criar pontos de refer\u00eancia para oferecer aos habitantes do pa\u00eds sua identidade brasileira. Nesse \u00ednterim, pol\u00edticos e historiadores que embarcaram na empresa cultural do Imp\u00e9rio receberiam um providencial refor\u00e7o de escritores, poetas, m\u00fasicos e pintores. O objetivo da empreitada era garantir ao mito sua inscri\u00e7\u00e3o no imagin\u00e1rio coletivo. Suas obras tinham a miss\u00e3o de cultivar a nacionalidade por meio de exemplos de devo\u00e7\u00e3o e hero\u00edsmo, e impressionar os esp\u00edritos por meio de grandes cenas que narravam a epopeia da na\u00e7\u00e3o.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn11\" name=\"_ednref11\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[11]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">6. Foi essa a inten\u00e7\u00e3o das autoridades da prov\u00edncia do Par\u00e1 quando, em 1856,<b> <\/b>encarregaram o pintor <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/bios\/bio_cpcm.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Constantino Pedro Chaves da Motta<\/a> (1820-1889) de executar a tela hist\u00f3rica <i>C\u00f3lera Morbus <\/i>[ ver <b><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/cm_tramas_imagens_arquivos\/cm_img01.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Imagem<\/a><\/b> ], em mem\u00f3ria ao falecido \u00c2ngelo Cust\u00f3dio Corr\u00eaa (1804-1855), vice-presidente da prov\u00edncia, na visita que fez ao munic\u00edpio de Camet\u00e1, no interior do Par\u00e1, durante a epidemia de c\u00f3lera.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn12\" name=\"_ednref12\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[12]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> O painel, originalmente medindo cerca de tr\u00eas metros de comprimento e dois de altura, esteve exposto ao p\u00fablico por longos anos no Liceu Paraense, uma das principais institui\u00e7\u00f5es educacionais de Bel\u00e9m.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn13\" name=\"_ednref13\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[13]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Hoje, depois de passar por uma radical restaura\u00e7\u00e3o e ter perdido parte de suas caracter\u00edsticas originais, encontra-se sob a guarda do Museu Hist\u00f3rico de Camet\u00e1.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn14\" name=\"_ednref14\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[14]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Nessa obra, podem ser vistos o vice-presidente da prov\u00edncia \u00c2ngelo Cust\u00f3dio Corr\u00eaa e a comitiva de m\u00e9dicos e pol\u00edticos que o acompanhou \u00e0 Camet\u00e1, ent\u00e3o devastada pela epidemia. A tela, para al\u00e9m da a\u00e7\u00e3o heroica dos governantes na presta\u00e7\u00e3o de socorro, expressa, fundamentalmente, a dor das fam\u00edlias atingidas pela doen\u00e7a. Um cen\u00e1rio desolador serve de fundo para ressaltar a imagem das autoridades compadecidas diante das v\u00edtimas que se contorcem no ch\u00e3o. Chaves da Motta, com essa obra, como havia cobrado Henrique Beaurepaire-Rohan, presidente da prov\u00edncia, provava ser um pintor de hist\u00f3ria, justificando os gastos do governo provincial com seus estudos na <i>Accademia di<\/i> <i>San Luca<\/i>, em Roma.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn15\" name=\"_ednref15\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[15]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">7. Antes mesmo disso, ainda em outubro de 1855, em seu retorno de Roma, Chaves da Motta passou pelo Rio de Janeiro para tirar um retrato do Imperador, que faria parte de muitos outros que pintaria para decorar as reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e figurar em cerim\u00f4nias oficiais no Par\u00e1. Certamente, o ambiente romano serviu de fonte de inspira\u00e7\u00e3o para a sua arte de cunho patri\u00f3tico, como tamb\u00e9m serviu a <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/bios\/bio_vm.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Victor Meirelles<\/a> e tantos outros.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn16\" name=\"_ednref16\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[16]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Na constru\u00e7\u00e3o de uma arte-p\u00e1tria, portanto, Chaves da Motta trilhou os mesmos caminhos de artistas nacionais e estrangeiros que seguiam para o Velho Mundo no s\u00e9culo XIX.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn17\" name=\"_ednref17\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[17]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Para se ter uma ideia, desde a d\u00e9cada de 1840, como ocorria com os agraciados com o Pr\u00eamio de Viagem da Academia Imperial de Belas Artes na Corte, jovens estudantes paraenses eram enviados por conta da prov\u00edncia para as academias europeias para se aperfei\u00e7oar em diversas \u00e1reas do conhecimento, sendo a It\u00e1lia o destino daqueles que enveredavam pelas artes.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn18\" name=\"_ednref18\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[18]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Durante o Segundo Reinado, para l\u00e1 foram v\u00e1rios pintores, arquitetos e m\u00fasicos, como o maestro Joaquim Pinto Fran\u00e7a,<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn19\" name=\"_ednref19\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[19]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> bolsista de m\u00fasica que, mais tarde, seria pai de <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/bios\/bio_jf.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Julieta de Fran\u00e7a<\/a>, primeira mulher a ganhar o Pr\u00eamio de Viagem da Escola Nacional de Belas Artes no regime republicano.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn20\" name=\"_ednref20\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[20]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Artistas como eles participariam ativamente na constru\u00e7\u00e3o de uma imagem positiva e heroica do Imp\u00e9rio na Amaz\u00f4nia. Para aplacar os ressentimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Corte, muitos deles reproduziram os s\u00edmbolos de exalta\u00e7\u00e3o da monarquia na prov\u00edncia rebelde.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">A na\u00e7\u00e3o nos retratos <\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">8. Em sintonia com a Europa e outras regi\u00f5es do Brasil, a Amaz\u00f4nia do s\u00e9culo XIX viu o retrato entrar na moda. Nos mais diversos suportes, t\u00e9cnicas e estilos, o retrato passou a ser um objeto quase onipresente no cotidiano da popula\u00e7\u00e3o. Por meio do retrato eram cultivadas as recorda\u00e7\u00f5es familiares, rememorados os acontecimentos da vida social e privada, assim como celebrados os regimes pol\u00edticos e as figuras de poder.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn21\" name=\"_ednref21\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[21]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Fruto de uma longa tradi\u00e7\u00e3o, o retrato foi um dos instrumentos mais importante da pol\u00edtica de arte da corte. Dele fizeram uso, por exemplo, personalidades historicamente consagradas, como os papas Bonif\u00e1cio VIII (1235-1303) e Le\u00e3o X (1475-1521), o Imperador espanhol Carlos V (1500-1556), o monarca franc\u00eas Lu\u00eds XIV (1638-1715) e o general corso Napole\u00e3o Bonaparte (1769-1821).<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn22\" name=\"_ednref22\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[22]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Foi tamb\u00e9m na corte que surgiu o retrato pintado como obra aut\u00f4noma, sendo os retratos dos soberanos os primeiros exemplos do g\u00eanero que chegaram at\u00e9 n\u00f3s. De acordo com Martin Warnke, <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">9. <i>Desde o in\u00edcio, o retrato para a corte pretendia ser a imagem mais que veross\u00edmil de uma pessoa; no entanto, a crescente import\u00e2ncia da personalidade do soberano e a correspondente relev\u00e2ncia cada vez maior da an\u00e1lise psicol\u00f3gica na pol\u00edtica exigiam do retrato a apresenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dos tra\u00e7os individuais. O interesse da personalidade pol\u00edtica pela apar\u00eancia se entrela\u00e7ava com os interesses pelas aspira\u00e7\u00f5es e normas objetivas \u00e0s quais ela estava comprometida. O jogo de interc\u00e2mbio entre identidade pessoal e conveni\u00eancia geral era caracter\u00edstico do retrato para a corte. O retrato do soberano protegia a pessoa, tanto contra a individua\u00e7\u00e3o veross\u00edmil quanto contra a generaliza\u00e7\u00e3o tipol\u00f3gica<\/i>.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn23\" name=\"_ednref23\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[23]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">10. Assim, os retratos do Imperador brasileiro seguiriam essa tradi\u00e7\u00e3o e suas regras. Como instrumento da propaganda oficial, seria poss\u00edvel reconhecer a identidade pessoal do soberano, sem deixar de encar\u00e1-lo como a encarna\u00e7\u00e3o da nacionalidade. Para al\u00e9m de outras quest\u00f5es, os retratos deveriam exprimir a composi\u00e7\u00e3o de uma representa\u00e7\u00e3o firme, confiante e indiscut\u00edvel do Imperador.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn24\" name=\"_ednref24\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[24]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> A partir da d\u00e9cada de 1840, segundo Lilia Schwarcz, acentuou-se a produ\u00e7\u00e3o de retratos do Imperador, \u201ctodos eles quase id\u00eanticos entre si.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn25\" name=\"_ednref25\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[25]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Cumprindo o papel de legitima\u00e7\u00e3o do poder, as paredes das principais institui\u00e7\u00f5es das prov\u00edncias do Par\u00e1 tamb\u00e9m seriam ornamentadas com retratos do soberano. No acervo do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Par\u00e1 (IHGP) podem ser apreciados dois retratos a \u00f3leo de D. Pedro II executados por Chaves da Motta, testemunhas das homenagens p\u00fablicas prestadas pelas autoridades da \u00e9poca. Ambos apresentam o monarca em trajes militares de gala, mas correspondem a diferente fases de sua vida e estado de esp\u00edrito. O primeiro, datado de 1860 [ <b><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20_XX\/par%C3%A1\/01.jpeg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Figura 1<\/a> <\/b>], retrata o Imperador no auge de sua maturidade, por volta dos 35 anos de idade, numa postura altiva e confiante do papel que desempenhava. J\u00e1 o segundo, assinado e datado de 1878 [ <b><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20_XX\/par%C3%A1\/02.jpeg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Figura 2<\/a> <\/b>], apresenta um homem envelhecido, com barba e cabelos completamente brancos, olhar cansado e distante, emoldurado por um rosto marcado com expressivas rugas, que desvela uma certa deteriora\u00e7\u00e3o f\u00edsica do monarca. Nas correspond\u00eancias oficiais, em parte publicadas na imprensa, n\u00e3o faltam pedidos de retratos do monarca. Em maio de 1873, por exemplo, o diretor do Arsenal de Guerra requisitava um retrato do Imperador para o quartel da guarni\u00e7\u00e3o da prov\u00edncia.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn26\" name=\"_ednref26\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[26]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Dois anos depois, o presidente do Tribunal das Rela\u00e7\u00f5es pedia ao governo que providenciasse um retrato do soberano para ser colocado na sala das sess\u00f5es dessa institui\u00e7\u00e3o.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn27\" name=\"_ednref27\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[27]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> De semelhante modo, em 1876, o diretor geral de instru\u00e7\u00e3o p\u00fablica foi autorizado a fazer aquisi\u00e7\u00e3o de \u201cum novo retrato de S. M. o Imperador,\u201d o qual deveria ser colocado no sal\u00e3o principal do Liceu Paraense em substitui\u00e7\u00e3o a um antigo exemplar que ali se achava \u201cbastante estragado.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn28\" name=\"_ednref28\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[28]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><b><\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">11. Em suma, por meio dos retratos, o Imperador multiplicava a sua presen\u00e7a em terras distantes da Corte. E seguindo a sua fun\u00e7\u00e3o c\u00edvica e pedag\u00f3gica, a imagem do monarca recorrentemente sa\u00eda do isolamento dos sal\u00f5es oficiais para ser cultivada pela opini\u00e3o p\u00fablica. Nesse sentido, as efem\u00e9rides p\u00e1trias &#8211; esses lugares de mem\u00f3ria, diria Pierre Nora<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn29\" name=\"_ednref29\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[29]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> -, constitu\u00edam-se em momentos significativos para se estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima entre s\u00faditos e soberano. Ainda em 7 de setembro 1859, a Sociedade Ipiranga, uma agremia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos e letrados, festejou a data de Independ\u00eancia do Brasil com um animado desfile pelas principais ruas de Bel\u00e9m, no qual era carregada a esfinge de D. Pedro II, referido ent\u00e3o como o \u201cExcelso Filho do Libertador e Fundador do Imp\u00e9rio Brasileiro.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn30\" name=\"_ednref30\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[30]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> J\u00e1 no dia 2 de dezembro de 1874, como comumente ocorria por todo o pa\u00eds, festejou-se o anivers\u00e1rio natal\u00edcio de D. Pedro II, que completava os seus 49 anos de idade. O evento ganhou em import\u00e2ncia \u00e0 medida que a festa veio coroada com a inaugura\u00e7\u00e3o de mais uma escola p\u00fablica na capital da prov\u00edncia. Na ocasi\u00e3o, no sal\u00e3o do novo estabelecimento, decentemente preparado, ressaltava a imprensa, \u201cvia-se o retrato do Chefe Augusto da na\u00e7\u00e3o.\u201d Ladeando a imagem do Imperador, encontravam-se os retratos de outras personalidades p\u00fablicas. Em frente \u00e0 porta principal do edif\u00edcio e sobre a parede, por exemplo, viam-se os retratos do falecido \u00c2ngelo Cust\u00f3dio de Azevedo e do conselheiro Jer\u00f4nimo F. Coelho (1806-1860), os quais vinham acompanhados do retrato do frei Caetano Brand\u00e3o (1740-1805), prelado cultuado posteriormente tamb\u00e9m como vulto p\u00e1trio pelos republicanos.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn31\" name=\"_ednref31\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[31]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpFirst\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">12. Grandes feitos e grandes homens: eis a mensagem moral que os retratos deveriam transmitir \u00e0 juventude presente nos atos c\u00edvicos de ent\u00e3o. Al\u00e9m do Imperador, estadistas, generais e, ocasionalmente cl\u00e9rigos, ocuparam a cena principal. Desse modo, em 25 de novembro de 1876, em Bel\u00e9m, realizou-se a distribui\u00e7\u00e3o de pr\u00eamios aos alunos do ensino prim\u00e1rios, secund\u00e1rios e da Escola Normal. No sal\u00e3o do estabelecimento destinado \u00e0 solenidade, sobre a cadeira presidencial, repousava \u201co retrato de S. M. o Imperador.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn32\" name=\"_ednref32\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[32]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a>  J\u00e1 em 1\u00ba de dezembro de 1877, teve lugar na Escola Pr\u00e1tica outra solene distribui\u00e7\u00e3o de pr\u00eamios aos alunos que mais se distinguiram nos exames escolares. Segundo a imprensa, o edif\u00edcio achava-se \u201cinterior e exteriormente ornado com primor, oferecendo \u00e0 vista uma bela perspectiva.\u201d Diante de mais de quinhentas pessoas, \u201cestavam colocadas sistematicamente in\u00fameras bandeiras, formando graciosos trof\u00e9us,\u201d com destaque para o pavilh\u00e3o nacional. Nas paredes figuravam os retratos a \u00f3leo de Jer\u00f4nimo F. Coelho, Frei Caetano Brand\u00e3o e de outras personalidades, enquanto no sal\u00e3o de honra, acima das cadeiras reservadas ao presidente da prov\u00edncia e ao bispo, encontrava-se um dossel com o retrato do Imperador ladeado por \u201cdois lindos escudos nacionais.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn33\" name=\"_ednref33\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[33]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpLast\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">13. Por sinal, as imagens associadas a fatos marcantes da pol\u00edtica imperial serviram estrategicamente para persuadir o p\u00fablico da legitimidade do regime. A mensagem seria tanto mais eficaz \u00e0 medida que evocasse momentos privilegiados da hist\u00f3ria recente do pa\u00eds. Assim, mesmo no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1880, quando o regime sofria forte press\u00e3o dos movimentos abolicionista e republicano Brasil afora, procurou-se enaltecer a figura do Imperador. Em 28 de setembro de 1881, por exemplo, comemorou-se os dez anos da Lei do Ventre Livre. Os filhos de mulheres escravas nascidos a parir da assinatura da referida lei passaram ent\u00e3o a ser considerados indiv\u00edduos livres. Percebendo o valor simb\u00f3lico da data, as autoridades provinciais se apressaram em tomar a frente da solenidade. Foi assim que, no alvorecer do dia festivo, a capital paraense acordou sob o som do hino nacional executado pelas bandas marciais posicionadas em frente \u00e0s reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Seguindo os rituais comemorativos, as autoridades municipais compraram a alforria de diversas escravas que viviam em Bel\u00e9m. Depois de um dia agitado de celebra\u00e7\u00f5es, a festa continuou no sal\u00e3o do Theatro da Paz, fechando com o cerimonial de posse da nova diretoria da Associa\u00e7\u00e3o Filantr\u00f3pica de Emancipa\u00e7\u00e3o de Escravos. L\u00e1 estiveram presentes cerca de mil pessoas, que lotaram as galerias e o espa\u00e7o do vasto sal\u00e3o. Mas o que, de fato, chamou a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico foi a cuidadosa decora\u00e7\u00e3o do recinto. No fundo do sal\u00e3o, segundo a imprensa, erguia-se um grande retrato do Imperador. Nessa enorme tela, o monarca, em veste de gala, aparecia firmando o dedo indicador na data \u201c<i>28 de setembro de 1871<\/i>, gravada na carta da lei, mais as seguintes efem\u00e9rides gloriosas: <i>7 de abril, 25 de mar\u00e7o, 7 de setembro e 15 de agosto<\/i>.\u201d E por fim, coroando o evento, sobre a mesa diretora da associa\u00e7\u00e3o emancipacionista repousava o busto do estadista Jos\u00e9 Maria da Silva Paranhos (1819-1880), o visconde do Rio Branco, sancionador da lei que deu origem \u00e0 efem\u00e9ride.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn34\" name=\"_ednref34\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[34]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> No retrato dos representantes do Imp\u00e9rio, a na\u00e7\u00e3o deveria reconhecer seus her\u00f3is e seus feitos gloriosos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> <b>Pinceladas de hist\u00f3ria p\u00e1tria<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpFirst\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">14. Contudo, no processo de constru\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio da na\u00e7\u00e3o havia bem mais do que a profus\u00e3o de retratos. Na elabora\u00e7\u00e3o dos \u00edcones p\u00e1trios, um conjunto de temas previamente selecionado tamb\u00e9m chegaria ao p\u00fablico em forma de imagens. Em torno desse debate, \u00e9 lugar-comum afirmar que a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica oficial desse per\u00edodo fez parte de um amplo projeto civilizat\u00f3rio orquestrado pelo Imp\u00e9rio.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn35\" name=\"_ednref35\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[35]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Obras de reconhecidos artistas seriam ent\u00e3o fundamentais na proje\u00e7\u00e3o dos anseios do presente num passado glorioso. Elas alimentariam as bases da nacionalidade, celebrando seu nascimento e seus momentos mais significativos. Acreditava-se que, assim concebidas, as belas artes ensinariam ao povo quais eram os elementos construtivos de sua forma\u00e7\u00e3o \u00e9tnica e o caminho da civiliza\u00e7\u00e3o a trilhar. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">15. Da alian\u00e7a entre artistas e poder estatal ent\u00e3o derivariam encomendas oficiais entregues aos pintores de grande proje\u00e7\u00e3o da \u00e9poca, como Victor Meirelles e <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/bios\/bio_pa.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pedro Am\u00e9rico<\/a>, que foram celebrados ainda em vida. Victor Meirelles, por exemplo, deixaria sua marca com a tela <i>A Primeira Missa no Brasil<\/i>. Contam os estudiosos que essa obra \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia da mitologia de nossa identidade ancestral, tenho sido exposta pela primeira vez em Paris 1861.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn36\" name=\"_ednref36\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[36]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Pouco tempo depois, receberia a encomenda para pintar a <i>Batalha dos Guararapes<\/i>, um dos s\u00edmbolos mais eloquentes de hero\u00edsmo p\u00e1trio. Ambas as obras trazem a mensagem comum do nascimento da nacionalidade brasileira.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn37\" name=\"_ednref37\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[37]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Obras como essas, diga-se de passagem, tiveram uma consider\u00e1vel repercuss\u00e3o no Par\u00e1, sendo continuamente elogiadas pela imprensa e copiadas por muitos artistas locais. Para ser ter uma ideia, t\u00e3o grande era a curiosidade em rela\u00e7\u00e3o a elas que, em mar\u00e7o de 1876, os paraenses interessados no assunto, mesmo sem terem contemplado a tela <i>Batalha do Ava\u00ed<\/i>, de Pedro Am\u00e9rico, podiam aprender um pouco a respeito da obra pelas detalhadas descri\u00e7\u00f5es inseridas nas colunas dos di\u00e1rios.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn38\" name=\"_ednref38\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[38]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> No ano seguinte, esse mesmo p\u00fablico era informado sobre exposi\u00e7\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o da propalada pintura na Corte.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn39\" name=\"_ednref39\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[39]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> A fama dessas obras se estenderia pelas d\u00e9cadas seguintes, estimulando reprodu\u00e7\u00f5es. No come\u00e7o da d\u00e9cada de 1880, por exemplo, a livraria Tavares Cardoso &amp; C\u00aa, um dos mais importantes estabelecimentos comerciais de Bel\u00e9m, doou ao hospital D. Luiz I, de propriedade da Associa\u00e7\u00e3o Beneficente Portuguesa, um \u201cquadro a \u00f3leo representando a primeira missa no Brasil.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn40\" name=\"_ednref40\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%;\">[40]<\/span><!--[endif]--><\/a><b><\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">16. Paralelamente a isso, \u00e9 preciso dizer que a Guerra do Paraguai (1864 -1870) trouxe consequ\u00eancias para as artes no Brasil. De acordo com Jorge Coli, essa guerra ativou o g\u00eanero da pintura de batalha, revigorando-o pela atualidade.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn41\" name=\"_ednref41\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[41]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Os amantes da pintura no Par\u00e1 puderam desfrutar desse momento marcante da hist\u00f3ria nacional por meio das artes visuais. Em 26 de agosto de 1868, por exemplo, na sortida livraria do austr\u00edaco Carlos Seidl, em Bel\u00e9m, era oferecida \u00e0 venda uma s\u00e9rie de telas sobre o tema. Entre elas estava a que o an\u00fancio chamava de <i>o glorioso combate dos encoura\u00e7ados brasileiros e monitor Rio Grande<\/i>, atacados em 9 de junho daquele ano. Em seguida vinham a <i>Batalha de Riachuelo<\/i>, travada em 11 de junho de 1865; <i>a passagem de Cueva<\/i>, epis\u00f3dio naval da guerra ocorrido em 12 de agosto de 1865, no qual as for\u00e7as brasileiras comandadas pelo almirante Barroso teriam vencido as fortifica\u00e7\u00f5es paraguaias; a <i>Batalha de Curupaiti<\/i>, travada entre as for\u00e7as aliadas e os paraguaios, em 22 de setembro de 1866; a <i>Batalha de Humait\u00e1<\/i>, travada em 19 de fevereiro de 1868. E ainda, a<i> passagem das Mercedes<\/i>; a<i> abordagem e tomada de Curuzu<\/i>, ocorrida em 3 de setembro de 1863; a<i> abordagem e tomada dos encoura\u00e7ados em 2 de mar\u00e7o de 1868<\/i>, <i>abordagem do encoura\u00e7ado Alagoas<\/i> e a <i>Gl\u00f3rias da Marinha Brasileira<\/i>. Al\u00e9m disso, o cliente tamb\u00e9m podia adquirir o retrato do marqu\u00eas de Caxias e daqueles que o an\u00fancio identificava como os \u201cbravos da campanha do Sul.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn42\" name=\"_ednref42\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[42]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">17. Essas imagens guardavam mensagens precisas, no sentido de se impor \u00e0 mem\u00f3ria. Certamente foi tamb\u00e9m uma bela ocasi\u00e3o para se ampliar o pante\u00e3o nacional, entronizando figuras amaz\u00f4nicas de destaque na guerra. Esse foi o caso do general paraense Hil\u00e1rio Maximiano Antunes Gurj\u00e3o (1820-1869), considerado um dos her\u00f3is mais expressivos da refrega. Sobretudo porque ele teria se notabilizado na tomada de Itoror\u00f3, onde caiu gravemente ferido em 17 de janeiro de 1869. O ferimento levaria o combatente \u00e0 morte, mas os paraenses tratariam de eterniz\u00e1-lo em espa\u00e7o p\u00fablico. Desse modo, em 31 de julho de 1881, na pra\u00e7a D. Pedro II, no centro de Bel\u00e9m, seria lan\u00e7ada a pedra fundamental que daria origem ao monumento em sua mem\u00f3ria. Mas essa n\u00e3o era a primeira vez que o general recebia uma homenagem configurada em obra de arte. Passado pouco mais de um ano de sua morte, na mesma livraria de Carlos Seidl era poss\u00edvel contemplar um retrato a \u00f3leo do militar paraense figurado em tamanho natural. O trabalho, segundo a imprensa, era devido ao pincel de <a name=\"_Hlk183358587\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.google.com.br\/search?sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8&amp;q=hofrichter+site:dezenovevinte.net\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carlos Hofrichter<\/a>, pintor austr\u00edaco de forte extra\u00e7\u00e3o purista, que ap\u00f3s executar diversas obras em Medelin, na Col\u00f4mbia, passava por Bel\u00e9m antes de embarcar rumo ao Rio de Janeiro. Sobre a qualidade da obra, o articulista do jornal <i>O Liberal do Par\u00e1<\/i> dizia que, quem conhecia o \u201cbravo General Gurj\u00e3o\u201d teria \u201cnesse quadro a fiel reprodu\u00e7\u00e3o\u201d daquele que ali estava representado. Se a semelhan\u00e7a do retrato era de rigorosa exatid\u00e3o, \u201co trabalho art\u00edstico,\u201d comentava ele, era de uma perfei\u00e7\u00e3o admir\u00e1vel. Conclu\u00eda ent\u00e3o dizendo que \u201craras vezes\u201d teria \u201cvindo ao Brasil artista de tanto merecimento como o sr. C. Hofrichter.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn43\" name=\"_ednref43\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[43]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Vale lembrar que, antes mesmo disso, artistas nacionais e estrangeiros circularam constantemente pela capital paraense e, por vezes, empregavam o seu talento para propagar os valores patri\u00f3ticos na regi\u00e3o. Bel\u00e9m, principal porto de exporta\u00e7\u00e3o da borracha, j\u00e1 bem inserida no mercado das artes, abrigava artistas e movimentos est\u00e9ticos de alcance global.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn44\" name=\"_ednref44\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[44]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">18. Essa situa\u00e7\u00e3o se repetia no mundo dos espet\u00e1culos. Ainda em 1878, foi inaugurado o suntuoso Theatro da Paz em Bel\u00e9m, cujo nome fazia refer\u00eancia ao fim da Guerra do Paraguai. Em 1882, vindo da It\u00e1lia, o maestro Carlos Gomes (1836-1896) estreou no palco desse teatro, no momento que a \u00f3pera caia no gosto das elites locais. Nesse tempo tamb\u00e9m j\u00e1 havia se consolidado a imagem de \u201cum Carlos Gomes feito g\u00eanio nacional, int\u00e9rprete dos sentimentos, das paix\u00f5es e da alma dos brasileiros.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn45\" name=\"_ednref45\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[45]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Mas, para al\u00e9m da exalta\u00e7\u00e3o dessa figura heroica do Imp\u00e9rio e j\u00e1 passada a euforia da vit\u00f3ria da Tr\u00edplice Alian\u00e7a sobre Solano L\u00f3pez (1827-1870), os problemas do pa\u00eds se avolumavam e contesta\u00e7\u00f5es ao regime ganhavam cada vez mais espa\u00e7o nos debates p\u00fablicos. Na d\u00e9cada de 1880, parte da imprensa paraense chegou at\u00e9 mesmo a pregar o separatismo e a substitui\u00e7\u00e3o da monarquia pelo regime republicano. O seman\u00e1rio <i>A Semana Illustrada<\/i>, por exemplo, d\u00e1 uma boa medida da temperatura pol\u00edtica desse momento. Segundo Vicente Salles, esse jornal ilustrado e humor\u00edstico circulou em Bel\u00e9m entre os anos de 1887 e 1888, sob a dire\u00e7\u00e3o do cen\u00f3grafo pernambucano <a href=\"http:\/\/www.google.com.br\/search?sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8&amp;q=crispim+amaral+site:dezenovevinte.net\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Crispim do Amaral<\/a> (1858-1911), que contava com a colabora\u00e7\u00e3o do pintor e desenhista <a href=\"http:\/\/www.google.com.br\/search?sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8&amp;q=manoel+amaral+site:dezenovevinte.net\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Manoel do Amaral<\/a>.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn46\" name=\"_ednref46\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[46]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> O exemplar publicado em 21 de novembro de 1887 traz severas cr\u00edticas ao que se considerava a excessiva centraliza\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio que, de acordo com o articulista, tratava a Amaz\u00f4nia como nos tempos coloniais, drenando as finan\u00e7as da prov\u00edncia do Par\u00e1 em benef\u00edcio da Corte, no Rio de Janeiro. Al\u00e9m de almejar a mudan\u00e7a de regime para o ano de 1889, o articulista tratava o monarca pejorativamente como \u201cPedro Banana\u201d e seu genro, Gast\u00e3o de Orleans (1842-1922), o Conde d\u2019Eu, como uma amea\u00e7a \u00e0 soberania nacionais em um prov\u00e1vel Terceiro Reinado. Ent\u00e3o, vejamos:<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">19. <i>O <\/i>Di\u00e1rio do Not\u00edcias<i> apareceu com ideias separatistas, quando receia que o Pedro Banana bata o cachimbo e deixe este grande terreno entregue ao genro, fabricante de corti\u00e7as e explorador de minas!<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">20. <i>Ningu\u00e9m mais deseja ver o norte separado do sul do q\u2019n\u00f3s, que n\u00e3o vemos com bons olhos as d\u00edvidas da prov\u00edncia e a politicagem que fazem os Mamor\u00e9s com as cousas que nos dizem respeito.<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">21. <i>O Par\u00e1, ningu\u00e9m poder\u00e1 contestar, pouco ou nada tem adiantado moralmente dos tempos coloniais; pois continuamos a ser col\u00f4nia do Rio, que recebe todo o rendimento de nossa alf\u00e2ndega, e n\u00e3o tem dinheiro para dar-nos uma academia e ajudar-nos nas empresas das estradas de ferro.<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">22. <i>J\u00e1 se fala em dispensar o sul de tomar parte n\u2019estes melhoramentos da prov\u00edncia; mas nada se diz ainda de dispensar o tesouro nacional de arrecadar o que nos pertence.<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">23. <i>Venha a separa\u00e7\u00e3o, mas livres dos especuladores dos velhos partidos mon\u00e1rquicos, que t\u00eam desgra\u00e7ado este pa\u00eds.<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">24. <i>Venha a rep\u00fablica; mas com elementos novos!<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">25. <i>Para isso, creio, seria preciso uma revolu\u00e7\u00e3o em 89, e o nosso povo ainda \u00e9 t\u00e3o crian\u00e7a para emancipar-se \u00e0 for\u00e7a!<\/i><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn47\" name=\"_ednref47\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[47]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpLast\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">26. No mesmo n\u00famero do peri\u00f3dico, Manoel do Amaral figurou o Imperador mentalmente perturbado, \u201cvirando a bola\u201d, j\u00e1 sem a menor condi\u00e7\u00e3o de governar o pa\u00eds [ <b><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20_XX\/par%C3%A1\/03.jpeg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Figura 3<\/a> <\/b>].  Na sequ\u00eancia, tra\u00e7ou uma imagem de <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/bios\/bio_aa.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Angelo Agostini<\/a> (1843-1910), ent\u00e3o afamado caricaturista e cr\u00edtico da Corte no Rio de Janeiro, pintando em seu ateli\u00ea um retrato do diabo [ <b><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20_XX\/par%C3%A1\/04.jpeg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Figura 4<\/a> <\/b>]. A legenda abaixo refor\u00e7ava o significado da imagem, afirmando que, durante a semana, dizia-se \u201c[&#8230;] que Angelo Agostini da <i>Revista Illstrada<\/i>, \u00e9 [&#8230;] que tem pintado o diabo a respeito do homem da bola virada\u201d. Estamos ent\u00e3o distantes daquela atitude reverente diante da imagem da monarquia que vigorou nas cerim\u00f4nias oficiais durante o Segundo Reinado. A legitimidade do regime era abertamente questionada e a imagem do Imperador, despudoradamente ridicularizada. O ressentimento amaz\u00f4nico dos tempos da Independ\u00eancia e da Reg\u00eancia unia-se ao furioso discurso republicano a fim de dar cabo ao Imp\u00e9rio. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">27. Dois anos depois, a monarquia cairia sob o golpe republicano, e os s\u00edmbolos do Imp\u00e9rio seriam rapidamente substitu\u00eddos ou relidos pela Rep\u00fablica. Por encomenda dos ide\u00f3logos do novo regime no Par\u00e1, em 1891, Crispim do Amaral apresentaria em tom pol\u00edtico o pano de boca do Theatro da Paz ao pintar uma monumental alegoria da Rep\u00fablica [ ver <b><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20_XX\/par%C3%A1\/05.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Imagem<\/a> <\/b>],<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn48\" name=\"_ednref48\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[48]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> enquanto, em 1899, sob encomenda da intend\u00eancia municipal de Bel\u00e9m, os pintores italianos <a href=\"http:\/\/www.google.com.br\/search?sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8&amp;q=domenico+angelis+site:dezenovevinte.net\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Domenico De Angelis<\/a> (1852 -1900) e <a href=\"http:\/\/www.google.com.br\/search?sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8&amp;q=giovanni+capranesi+site:dezenovevinte.net\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Giovanni Capranesi<\/a> (1852-1921) converteriam a imagem do maestro monarquista Carlos Gomes, moribundo em seu leito de morte, em um dos exemplos mais expressivos de m\u00e1rtir e hero\u00edsmo republicano no Par\u00e1.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn49\" name=\"_ednref49\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[49]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Em uma esp\u00e9cie de sacraliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica por meio da arte, toda essa hist\u00f3ria guarda uma forte semelhan\u00e7a com aquela de Marat em seu \u00faltimo suspiro (1793), pintado por Jacques-Louis David (1748-1825) durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, quando a iconografia produzida para legitimar o movimento revolucion\u00e1rio invadiu a esfera do sagrado, at\u00e9 ent\u00e3o tida como monop\u00f3lio da religi\u00e3o.<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn50\" name=\"_ednref50\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[50]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Na Amaz\u00f4nia da virada do s\u00e9culo XIX para o XX, os republicanos, inspirados no positivismo de Auguste Comte (1798-1857), apressaram-se em canonizar novos \u201csantos\u201d para o culto da na\u00e7\u00e3o. Assim, as belas artes foram novamente convocadas a dar forma visual ao regime e o pante\u00e3o c\u00edvico foi repovoado atrav\u00e9s dos pinceis de afamados artistas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">Conclus\u00e3o<\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpFirst\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">28. As artes visuais, como procurei mostrar aqui, foram um dos instrumentos fundamentais para se forjar a nacionalidade no Norte do Brasil durante o Segundo Reinado. Conscientes da necessidade de criar la\u00e7os que ligassem a Amaz\u00f4nia ao restante do pa\u00eds e legitimassem o regime at\u00e9 ent\u00e3o questionado, as autoridades n\u00e3o pouparam esfor\u00e7os na propaga\u00e7\u00e3o da imagem da monarquia e seus feitos. Os sal\u00f5es das reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, as festas c\u00edvicas e uma infinidade de cerim\u00f4nias oficiais abundaram em s\u00edmbolos que remetiam \u00e0 m\u00e3e-p\u00e1tria, que deveria ser reconhecida e venerada por seus filhos do Norte, outrora t\u00e3o rebeldes ao seu chamado. Para isso, n\u00e3o faltaram momentos gloriosos e her\u00f3is mediados e inventados pela arte, assim como outros personagens m\u00edticos nacionais seriam forjados pelos mesmos meios. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpMiddle\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">29. A Amaz\u00f4nia experimentou o movimento rom\u00e2ntico que se consolidou no Brasil oitocentista, cujo alcance recobria um amplo campo cultural, passando pela poesia, romance, m\u00fasica e pintura. Em seu desdobramento indianista, que elegia a figura de um \u00edndio idealizado como s\u00edmbolo da na\u00e7\u00e3o, foram produzidas obras liter\u00e1rias que inspiraram artistas de renome. Os romances <i>Iracema <\/i>e <i>O Guarani<\/i>, do escritor cearense Jos\u00e9 de Alencar (1829-1877), eram leituras cativas em meio aos c\u00edrculos intelectuais paraenses da \u00e9poca. Nesse sentido, o mundo das letras e das artes do Par\u00e1 esteve inteiramente atualizado com os debates a respeito da constru\u00e7\u00e3o da nacionalidade que ocorriam pa\u00eds afora. Dois anos ap\u00f3s a morte de Alencar, por exemplo, o jornal <i>O Liberal do Par\u00e1<\/i> publicou em suas colunas uma elogiosa biografia daquele que o di\u00e1rio apresentava como \u201ca gl\u00f3ria mais espl\u00eandida da nossa literatura.\u201d Sobretudo porque \u201ccom a apari\u00e7\u00e3o do Guarani surgiu a escola verdadeiramente nacional.\u201d Sem pestanejar, o articulista ressaltava que, por sua originalidade, a <i>Primeira Missa no Brasil<\/i>, de Victor Meireles, e <i>O<\/i> <i>Guarani<\/i>,<i> <\/i>de Jos\u00e9 de Alencar, eram as pedras angulares da \u201cescola brasileira.\u201d Segundo ele, se mais tarde, Carlos Gomes, com grande m\u00e9rito, converteu em m\u00fasica a obra do escritor, ainda assim a realiza\u00e7\u00e3o do maestro campineiro n\u00e3o fundamentaria \u201ca escola nacional.\u201d<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn51\" name=\"_ednref51\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[51]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> Seja l\u00e1 o que pensavam os cr\u00edticos, o importante \u00e9 entender que a tem\u00e1tica da nacionalidade pautava os debates intelectuais e pol\u00edticos no Par\u00e1 desse tempo, fazendo das artes um dos seus mais importantes instrumentos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoListParagraphCxSpLast\" style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">30. A t\u00edtulo de conclus\u00e3o, \u00e9 importante ressaltar que uma hist\u00f3ria detalhada dos usos das artes visuais na constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional na Amaz\u00f4nia imperial ainda aguarda por ser feita. Apesar dos avan\u00e7os que se tem visto sobre o tema no per\u00edodo que recobre os anos iniciais da Rep\u00fablica,<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn52\" name=\"_ednref52\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[52]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica e cultural do Segundo Reinado, em boa medida, permanece nas sombras. N\u00e3o seria para menos, quando consideramos a deliberada atitude dos republicanos em apagar a mem\u00f3ria do Imp\u00e9rio no momento de afirma\u00e7\u00e3o do novo regime. Tanto \u00e9 assim que, o que fiz aqui foi uma esp\u00e9cie de Cripto-hist\u00f3ria, no sentido atribu\u00eddo por Victor Serr\u00e3o,<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_edn53\" name=\"_ednref53\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[53]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a> uma vez que grande parte da arte produzida para enaltecer o Imp\u00e9rio na Amaz\u00f4nia despareceu ou est\u00e1 oculta em reservas t\u00e9cnicas de museus e cole\u00e7\u00f5es particulares. De todo modo, n\u00e3o se pode negar que essas obras, embora tenhamos hoje esparsos ind\u00edcios de sua exist\u00eancia, assumiram um papel relevante no contexto social que surgiram e foram propagadas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">Refer\u00eancias <\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">ALVES, Moema de Bacelar. <b>Do Lyceu ao Foyer<\/b>: exposi\u00e7\u00f5es de arte e gosto no Par\u00e1 da virada do s\u00e9culo XIX para o s\u00e9culo XX. Disserta\u00e7\u00e3o, Mestrado em Hist\u00f3ria, (Prof. Dr. Paulo Knauss), UFF, Rio de Janeiro, 2013.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">ASSUMPTO do dia 28 de setembro. <b>Gazeta de Noticias<\/b>, n. 197, p. 1, 30 set. 1881.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">ATEN\u00c7\u00c3O. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 193, p. 3, 26 ago. 1868.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">BELTR\u00c3O, Jane Felipe. <b>C\u00f3lera, o flagelo da Bel\u00e9m do Gr\u00e3o-Par\u00e1<\/b>. Bel\u00e9m: Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi: Universidade Federal do Par\u00e1, 2004.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">BYOGRAPHIA: O conselheiro Alencar. <b>O Liberal do Par\u00e1<\/b>, ano 10, n. 16, p. 2, 19 jan. 1879.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">BOURDIEU, Pierre. <b>O poder simb\u00f3lico<\/b>. &#8211; 10. ed. &#8211; Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">BLOCH, Marc. <b>Os reis taumaturgos<\/b>: o car\u00e1ter sobrenatural do poder r\u00e9gio. Fran\u00e7a e Inglaterra. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2018.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">BROOK, Carolina. Gli allievi catalani di Tomaso Minardi. <i>In<\/i>: CAPITELLI, Giovanna; GRANDESSO, Stefano; MAZZARELLI, Carla (a cura di). <b>Roma Fuori di Roma<\/b>: L\u2019esportazione dell\u2019arte moderna da Pio VI all\u2019Unit\u00e0. Roma: Campisanto Editore, 2012, p. 335-348.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">BU the Bu. <b>A Semana Ilustrada<\/b>, ano 1, n. 22, p. 6, 21 nov. 1887.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">CARVALHO, Jos\u00e9 Murilo de. <b>D. Pedro II<\/b>: ser ou n\u00e3o ser. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2007.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">GINZBURG, Carlo. <b>Medo, rever\u00eancia, terror<\/b>: Quatro ensaios de iconografia pol\u00edtica. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">CASTELNUOVO, Enrico. <b>Retrato e sociedade na arte italiana<\/b>: ensaios de hist\u00f3ria social da arte. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2006.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">CAVALCANTI, Ana Maria Tavares. Os Pr\u00eamios de Viagem da Academia em pintura. <i>In<\/i>: PEREIRA, Sonia Gomes (org.). <b>185 Anos da Escola de Belas Artes<\/b>. Rio de Janeiro: Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFRJ, 2001\/2002, p. 69-91.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">COELHO, Geraldo M\u00e1rtires. <b>O brilho da supernova<\/b>: a morte bela de Carlos Gomes. Rio de janeiro: Agir, 1995.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">COELHO, Geraldo M\u00e1rtires. <b>No cora\u00e7\u00e3o do povo<\/b>: o Monumento \u00e0 Rep\u00fablica em Bel\u00e9m, 1891-1897. Bel\u00e9m: Paka-Tatu, 2002.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">COLI, Jorge. \u201cPrimeira Missa\u201d e inven\u00e7\u00e3o da descoberta. <i>In<\/i>: NOVAIS, Adauto (org.) <b>A descoberta do homem e do mundo<\/b>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 107-121.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">COLI, Jorge. <b>Como estudar a arte brasileira do s\u00e9culo XIX?<\/b> S\u00e3o Paulo: Senac, 2005.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">CORREA, Denise Avelino. <b>Alegoria da Rep\u00fablica<\/b>: o pano de boca da sala de espet\u00e1culo do Theatro da Paz (1890) e a representa\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o paraense republicana. Disserta\u00e7\u00e3o, Mestrado em Hist\u00f3ria da Arte (Prof\u00aa. Dra. Leticia Coelho Squeff), Universidade Federal de S\u00e3o Paulo: Guarulhos, 2017.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">DADOS estatisticos e informa\u00e7\u00f5es para os immigrantes publicados por ordem do ex. sr. Conselheiro Trist\u00e3o Alencar de Araripe, presidente da Provincia.<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Par\u00e1: Typ. Do Di\u00e1rio da Provincia, 1886.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">DAZZI, Camila. Meirelles, Zeferino, Bernardelli e outros mais: a trajet\u00f3ria dos pensionistas da Academia Imperial em Roma. <b>Revista de Hist\u00f3ria da Arte e Arqueologia<\/b>, v. 10, p. 17-42, 2008.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">FARIAS, Edison. Tramas e dramas sobre a tela de Constantino da Motta. <b><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20II2.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">19&amp;20<\/a><\/b>, Rio de Janeiro, v. II, n. 2, abr. 2007. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/cm_tramas_imagens.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/cm_tramas_imagens.htm<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Acesso em: 22 set. 2024.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">FATCTOS diversos. <b>O Liberal do Par\u00e1<\/b>, n. 189, p.1, 22 jun. 1870.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">FESTA litteraria. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 269, p. 2, 28 nov. 1876.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">FESTEJOS do dia 2 de dezembro. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 274, p. 1, 4 dez. 1874.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">FIGUEIREDO, Aldrin Moura de. Delenda Cartago? a antiguidade cl\u00e1ssica, o modernismo liter\u00e1rio e a hist\u00f3ria da Independ\u00eancia na Amaz\u00f4nia. <i>In<\/i>: TUPIASS\u00da, Amarilis (org.). <b>Escrita liter\u00e1ria e outras est\u00e9ticas<\/b>. Bel\u00e9m: Unama, 2009, p. 39-60.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">FIGUEIREDO, Aldrin Moura de. Quimera amaz\u00f4nica. arte, mecenato e colecionismo em Bel\u00e9m do Par\u00e1, 1890-1910. <b>Clio<\/b>, Recife, v. 28, n. 1, 2010.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; RODRIGUES, Silvio Ferreira. Onde estava a periferia da arte? Circula\u00e7\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o de c\u00f3pias de pintura europeia na Amaz\u00f4nia no s\u00e9culo XIX. <b>Revista Tempo<\/b>, v. 23, n. 3, p. 589-608, set.\/dez. 2017.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; ALVES, Moema Bacelar; RODRIGUES, Silvio Ferreira. Parca vida, grande morte: pandemias, epidemias e mem\u00f3rias das imagens na Amaz\u00f4nia de finais do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX. <b>Topoi<\/b>. Revista de Hist\u00f3ria, v. 22, p. 656-679, 2021.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> FRANZ, Teresinha Sueli. Victor Meirelles e a Constru\u00e7\u00e3o da Identidade Brasileira. <b><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20II3\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">19&amp;20<\/a><\/b>, Rio de Janeiro, v. II, n. 3, jul. 2007. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/vm_missa.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/vm_missa.htm<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Acesso em: 5 out. 2024.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">GUIMAR\u00c3ES, Manoel Lu\u00eds Salgado. Na\u00e7\u00e3o e civiliza\u00e7\u00e3o nos tr\u00f3picos: o Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro e o projeto de uma hist\u00f3ria nacional. <b>Estudos Hist\u00f3ricos<\/b>, Rio de Janeiro: FGV, p. 5-27, n. 1, 1988.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">HOSPITAL D. Luiz I: Donativos em objetos. <b>Diario de Belem<\/b>, n. 57, p. 2, 13 de mar. 1881.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">INAUGURA\u00c7\u00c3O. <b>O Liberal do Par\u00e1<\/b>, n. 239, p. 1, 20 out. 1877.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">INSTRUC\u00c7\u00c3O P\u00fablica. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 276, p. 1, 4 dez. 1877.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">LETTRAS e artes: Na Italia &#8211; A Batalha do Avay por Pedro Am\u00e9rico. <b>A Constitui\u00e7\u00e3o<\/b>, p. 2, 13 mai. 1876.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">LIMA, Manoel de Oliveira. <b>Forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da nacionalidade brasileira<\/b>. Rio de Janeiro: Topbooks; S\u00e3o Paulo: Publifolha, 2000.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">MATTOS, Ilmar Rohloff de. <b>O tempo Saquarema<\/b>: a forma\u00e7\u00e3o do Estado imperial. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Hucitec, 1990.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">MAU\u00c9S, Renata de F\u00e1tima da Costa. O desvelar da obra de Constantino Pedro Chaves da Motta. <b><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20VI2\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">19&amp;20<\/a><\/b>, Rio de Janeiro, v. VI, n. 2, abr.\/jun. 2011. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/cpcm_rfcm.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/cpcm_rfcm.htm<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Acesso em: 22 set. 2024.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">MEIRA FILHO, Augusto. <b>Contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Hist\u00f3ria da Pintura na Prov\u00edncia do Gr\u00e3o-Par\u00e1 no Segundo Reinado<\/b> (Esbo\u00e7o de um artista esquecido). Bel\u00e9m, 1975.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">NORA, Pierre. Entre mem\u00f3ria e hist\u00f3ria: a problem\u00e1tica dos lugares<b>. Projeto Hist\u00f3ria<\/b>, S\u00e3o Paulo, v. 10, 2012. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/revistas.pucsp.br\/revph\/article\/view\/12101\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">https:\/\/revistas.pucsp.br\/revph\/article\/view\/12101<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> <a name=\"_Hlk185232688\"><\/a>Acesso em: 20 set. 2024.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">OLIVEIRA, Vladimir Machado de. As vicissitudes das encomendas no s\u00e9culo XIX: A encomenda a Pedro Am\u00e9rico da pintura Batalha do Avahy em 1872. <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20VII2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">19&amp;20<\/span><\/b><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">, Rio de Janeiro, v. VII, n. 2, abr.\/jun. 2012. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/obras_avahy_encomenda.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/obras_avahy_encomenda.htm<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Acesso em: 5 out. 2024.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">PAR\u00c1. <b>Gazeta Official<\/b>, n. 59, p. 2, 15 mar. 1859.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">PARTE official: Expediente do Governo do dia 17 de maio de 1873. Officios. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 118, p.1, 28 mai. 1873.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">PARTE official: Expediente do Governo do dia 17 de mar\u00e7o de 1875. Officios. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 68, p. 1, 25 mar. 1875.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">PARTE official: Officios. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 48, p. 1, 25 fev. 1876.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">PEREIRA, Sonia Gomes<b>. Arte brasileira no s\u00e9culo XIX<\/b>. Belo Horizonte: Editora C\/ Arte, 2008<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">PEREIRA, Sonia Gomes. Os Exerc\u00edcios de C\u00f3pias dos Nossos Artistas na Europa: o que viam e o que escolhiam. <i>In<\/i>: XXXII Col\u00f3quio do Comit\u00ea Brasileiro de Hist\u00f3ria da Arte, 2012, Bras\u00edlia. <b>Anais do XXXII Col\u00f3quio do CBHA<\/b>. Bras\u00edlia: CBHA \/ UNB, 2012, p.707-724.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">PRAZERES, J\u00e9ssica Costa; COSTA, Mariana. A representa\u00e7\u00e3o da simbologia do poder na obra Dom Pedro II na Abertura da Assembleia Geral, de Pedro Am\u00e9rico. <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20VI4\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">19&amp;20<\/span><\/b><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">, Rio de Janeiro, v. VI, n. 4, out.\/dez. 2011. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/pa_dompedro.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/pa_dompedro.htm<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Acesso em: 23 set. 2024.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span lang=\"EN-US\" style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">RACIOPPI, Pier Paolo. \u201cAmerican Art from Americans subjects\u201d. La ricezione delle opere romane di Thomas Crawford in America e la sfida \u2018anti-romana\u2019 di Henry Kirke Brown. <i>In<\/i>: CAPITELLI, Giovanna. <\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">GRANDESSO, Stefano; MAZZARELLI, Carla (a cura di<b>). Roma Fuori di Roma<\/b>: L\u2019esportazione dell\u2019arte moderna da Pio VI all\u2019Unit\u00e0. Roma: Campisanto Editore, 12012, p. 307-321.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">RAMOS, Renato Menezes. Discurso e representa\u00e7\u00e3o \u00e0 luz de uma poss\u00edvel iconografia monumental para a Batalha do Riachuelo. <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20VI4\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">19&amp;20<\/span><\/b><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">, Rio de Janeiro, v. VI, n. 4, out.\/dez. 2011. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/batalha_riachuelo.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/batalha_riachuelo.htm<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Acesso em: 5 out. 2024.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">RICCI, Magda. O fim do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e o nascimento do Brasil: movimentos sociais, levantes e deser\u00e7\u00f5es no alvorecer do novo imp\u00e9rio (1808-1840). <i>In<\/i>: DEL PRIORE, Mary; GOMES,Fl\u00e1vio. (org.). <b>Os senhores dos rios<\/b>. Amaz\u00f4nia, margens e hist\u00f3ria. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier\/ Campus, 2003, p. 165-193.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">RODRIGUES, Silvio Ferreira. \u201cIl modello e il disegno sono italiani\u201d: os pintores brasileiros e a cultura art\u00edstica europeia na Amaz\u00f4nia Imperial (1840-1880). <b>Faces da Hist\u00f3ria<\/b>, v. 5, n. 2, p. 85-102, 2018.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">RODRIGUES, Silvio Ferreira. <b>Enquanto De Angelis n\u00e3o vem<\/b>: o universo das artes visuais na prov\u00edncia do Par\u00e1 (1846-1886). Bel\u00e9m: FCP, 2021.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">SALLES, Vicente<b>. M\u00fasica e M\u00fasicos do Par\u00e1<\/b>. 2. ed. Bel\u00e9m: FCP, 2016.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">SALLES, Vicente. <b>Tra\u00e7o &amp; Tro\u00e7a<\/b>: o desenho de cr\u00edtica e de humor no Par\u00e1. Bel\u00e9m: UFPA, 2023.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. A Academia Imperial de Belas Artes e o projeto civilizat\u00f3rio do Imp\u00e9rio. <i>In<\/i>: PEREIRA, Sonia Gomes (org.). <b>180 anos da Escola de Belas Artes<\/b>. Rio de Janeiro: PPGAV\/EBA\/UFRJ, 1997. p. 127-146.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">SERR\u00c3O, V\u00edtor. <b>A Cripto-Hist\u00f3ria da Arte<\/b>: an\u00e1lise de obras de arte inexistentes. Lisboa: Livros Horizonte, 2001.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">SETE de Setembro<b>. A Epocha<\/b>, p.2, 7 set. 1859.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a name=\"_Hlk185192892\"><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">SCHWARCZ, Lilia. Moritz. <b>As Barbas do Imperador<\/b>: Dom Pedro II, um monarca nos tr\u00f3picos. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1998.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">SIMIONI, Ana Paula. <b>Profiss\u00e3o artista<\/b>: pintoras e escultoras acad\u00eamicas brasileiras. 2. ed.  S\u00e3o Paulo: USP\/FAPESP, 2023.  <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">SOUZA, Gabriel Borges. O olhar cr\u00edtico do maranhense Jo\u00e3o Affonso do Nascimento. <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/xix\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">19&amp;20<\/span><\/b><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">, Rio de Janeiro, v. XIX, 2024. Dispon\u00edvel em:   <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/o-olhar-critico-do-maranhense-joao-affonso-do-nascimento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/o-olhar-critico-do-maranhense-joao-affonso-do-nascimento\/<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Acesso em: 10 out. 2024.  <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">VALLE, Arthur. Pensionistas da Escola Nacional de Belas Artes na Academia Julian (Paris) durante a 1\u00aa Rep\u00fablica (1890-1930). <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19e20\/19e20I3.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">19&amp;20<\/span><\/b><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">, Rio de Janeiro, v. I, n. 3, nov. 2006. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/ensino_artistico\/academia_julian.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/ensino_artistico\/academia_julian.htm<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Acesso em: 23 set. 2024<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">WARNKE, Martin. <b>O Artista da Corte<\/b>: os antecedentes dos artistas modernos. S\u00e3o Paulo: Edusp, 2001.<\/span><\/p>\n&nbsp;\n<div><!-- [if !supportEndnotes]--><br clear=\"all\" \/>\n\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n\n<!--[endif]-->\n<div id=\"edn1\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref1\" name=\"_edn1\"><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">* Professor da Escola de Aplica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Par\u00e1 e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria Social da Amaz\u00f4nia (UFPA).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[1]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> <a name=\"_Hlk185185535\"><\/a>PAR\u00c1<b>, Gazeta Official<\/b>, n. 59, p. 2, 15 mar. 1859.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn2\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref2\" name=\"_edn2\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[2]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Marc Bloch assevera que a queda da cren\u00e7a no poder miraculoso dos reis na Europa est\u00e1 relacionada ao processo de racionaliza\u00e7\u00e3o da sociedade, iniciado no s\u00e9culo XVII e que se estendeu at\u00e9 o s\u00e9culo XIX. Ver: BLOCH, Marc. <b>Os reis taumaturgos<\/b>: o car\u00e1ter sobrenatural do poder r\u00e9gio. Fran\u00e7a e Inglaterra. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2018.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn3\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref3\" name=\"_edn3\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[3]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> BOURDIEU, Pierre. <b>O poder simb\u00f3lico<\/b>. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007, p. 14.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn4\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref4\" name=\"_edn4\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[4]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Sobre a constru\u00e7\u00e3o e o processo de centraliza\u00e7\u00e3o do Estado imperial brasileiro, ver: MATTOS, Ilmar Rohloff de. <b>O tempo Saquarema<\/b>: a forma\u00e7\u00e3o do Estado imperial. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Hucitec, 1990.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn5\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref5\" name=\"_edn5\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[5]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Para uma an\u00e1lise do papel do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro na constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional durante o Segundo Reinado, ver: GUIMAR\u00c3ES, Manoel Lu\u00eds Salgado. Na\u00e7\u00e3o e civiliza\u00e7\u00e3o nos tr\u00f3picos: o Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro e o projeto de uma hist\u00f3ria nacional. <b>Estudos Hist\u00f3ricos<\/b>, Rio de Janeiro: FGV, p. 5-27, n. 1, 1988.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn6\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref6\" name=\"_edn6\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[6]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> No in\u00edcio dos anos de 1920, entre a intelectualidade ligada ao Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Par\u00e1, um acalorado debate em torno da nacionalidade e da Cabanagem procurou rever os fatos que levaram \u00e0 integra\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia ao territ\u00f3rio brasileiro. Cfr. <a name=\"_Hlk185189407\"><\/a>FIGUEIREDO, Aldrin Moura de<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">. Delenda Cartago? a antiguidade cl\u00e1ssica, o modernismo liter\u00e1rio e a hist\u00f3ria da Independ\u00eancia na Amaz\u00f4nia. <i>In<\/i>: TUPIASS\u00da, Amarilis. (Org.). <b>Escrita liter\u00e1ria e outras est\u00e9ticas<\/b>. Bel\u00e9m: Unama, 2009, p. 39-60.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn7\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref7\" name=\"_edn7\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[7]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> RICCI, Magda.<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> O fim do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e o nascimento do Brasil: movimentos sociais, levantes e deser\u00e7\u00f5es no alvorecer do novo imp\u00e9rio (1808-1840). <i>In<\/i>: DEL PRIORE, Mary; GOMES, Fl\u00e1vio (org.). <b>Os senhores dos rios. <\/b>Amaz\u00f4nia, margens e hist\u00f3ria. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier\/ Campus, p. 166.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn8\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref8\" name=\"_edn8\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[8]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> SCHWARCZ, Lilia. Moritz. <b>As Barbas do Imperador<\/b>: Dom Pedro II, um monarca nos tr\u00f3picos. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 128.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn9\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref9\" name=\"_edn9\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[9]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Para alguns dos mais interessantes e atualizados estudos biogr\u00e1ficos do Imperador D. Pedro II, ver SCHWARCZ, op. cit.; CARVALHO, Jos\u00e9 Murilo de<b>. D. Pedro II<\/b>: ser ou n\u00e3o ser. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2007.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn10\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref10\" name=\"_edn10\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[10]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> LIMA, Manoel de Oliveira. <b>Forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da nacionalidade brasileira<\/b>. Rio de Janeiro: Topbooks; S\u00e3o Paulo: Publifolha, 2000, p. 201.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn11\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref11\" name=\"_edn11\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[11]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Alguns dos exemplos mais claros e conhecidos do engajamento de artistas no projeto de constru\u00e7\u00e3o da unidade nacional durante o Segundo Reinado repousam sobre as figuras dos pintores Victor Meirelles e Pedro Am\u00e9rico. Suas obras ic\u00f4nicas ainda hoje funcionariam como vinhetas que narram as origens da na\u00e7\u00e3o e seu passado glorioso. Para uma an\u00e1lise acurada de algumas obras desses artistas que serviram para esse fim, ver: COLI, Jorge. <b>Como estudar a arte brasileira do s\u00e9culo XIX?<\/b> S\u00e3o Paulo: Senac, 2005.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn12\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref12\" name=\"_edn12\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[12]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Sobre a epidemia de c\u00f3lera que atinge a prov\u00edncia do Gr\u00e3o-Par\u00e1 nessa \u00e9poca, ver: BELTR\u00c3O, Jane Felipe. <b>C\u00f3lera, o flagelo da Bel\u00e9m do Gr\u00e3o-Par\u00e1<\/b>. Bel\u00e9m: Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi: Universidade Federal do Par\u00e1, 2004.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn13\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref13\" name=\"_edn13\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[13]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> <b>DADOS estatisticos e informa\u00e7\u00f5es para os immigrantes publicados por ordem do ex. sr. Conselheiro Trist\u00e3o Alencar de Araripe, presidente da Provincia.<\/b> Par\u00e1: Typ. Do Di\u00e1rio da Provincia, 1886, p. 186.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn14\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref14\" name=\"_edn14\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[14]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Sobre o processo de restaura\u00e7\u00e3o dessa tela, ver: MAU\u00c9S, Renata de F\u00e1tima da Costa. O desvelar da obra de Constantino Pedro Chaves da Motta. <b>19&amp;20<\/b>, Rio de Janeiro, v. VI, n. 2, abr.\/jun. 2011. <a name=\"_Hlk185240241\"><\/a>Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/cpcm_rfcm.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/cpcm_rfcm.htm<\/a> Acesso em: 22 set. 2024.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn15\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref15\" name=\"_edn15\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[15]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Sobre o patroc\u00ednio da Provincia do Par\u00e1 aos estudos de Constantino Pedro Chaves da Motta na <i>Accademia di San Luca<\/i>, em Roma, ver: MEIRA FILHO, Augusto<b>. Contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Hist\u00f3ria da Pintura na Prov\u00edncia do Gr\u00e3o-Par\u00e1 no Segundo Reinado <\/b>(Esbo\u00e7o de um artista esquecido).<b> <\/b>Bel\u00e9m, 1975; FARIAS, Edison. Tramas e dramas sobre a tela de Constantino da Motta. <b>19&amp;20<\/b>, Rio de Janeiro, v. II, n. 2, abr. 2007. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/cm_tramas_imagens.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/cm_tramas_imagens.htm<\/a><a name=\"_Hlk185251393\"><\/a> Acesso em: 22 set. 2024; RODRIGUES, Silvio Ferreira. \u201cIl modello e il disegno sono italiani\u201d: os pintores brasileiros e a cultura art\u00edstica europeia na Amaz\u00f4nia Imperial (1840-1880). <b>Faces da Hist\u00f3ria<\/b>, v. 5, n. 2, p. 85-102, 2018.<b><\/b><\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn16\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref16\" name=\"_edn16\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[16]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Para se ter uma ideia, na mesma \u00e9poca em que Chaves da Motta e Victor Meirelles estudavam em Roma, <a name=\"_Hlk185235906\"><\/a>Thomas Crawford (1814-1857) e Henry Kirke Brown (1814-1886), os mais representativos escultores norte-americanos daquele tempo, escolheram a cidade eterna como sede de sua forma\u00e7\u00e3o. Brown deixaria Roma e abriria um est\u00fadio em Nova Iorque, com o objetivo de dar a pr\u00f3pria contribui\u00e7\u00e3o, em solo p\u00e1trio, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma arte nacional. Crawford, por sua vez, permaneceria em Roma e exportaria para a Am\u00e9rica suas obras de cl\u00e1ssica inspira\u00e7\u00e3o. Na mesma linha seguiu a gera\u00e7\u00e3o de artistas que teria dado in\u00edcio a um novo curso da pintura rom\u00e2ntica na Catalunha oitocentista, formada em Roma, no est\u00fadio do Tommaso Minardi (1787-1871). Sobre as estadias de Thomas Crawford e Henry Kirke Brown em Roma, ver RACIOPPI, Pier Paolo. <\/span><span lang=\"EN-US\" style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">\u201cAmerican Art from Americans subjects\u201d. La ricezione delle opere romane di Thomas Crawford in America e la sfida \u2018anti-romana\u2019 di Henry Kirke Brown. In: CAPITELLI, Giovanna. GRANDESSO, Stefano; MAZZARELLI, Carla (a cura di). <b>Roma Fuori di Roma<\/b>: L\u2019esportazione dell\u2019arte moderna da Pio VI all\u2019Unit\u00e0. <\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">Roma: Campisanto Editore, 12012, p.307-321; sobre a gera\u00e7\u00e3o de artistas que daria um novo curso a pintura rom\u00e2nica na Catalunha oitocentista e que passou pelo est\u00fadio de Thommaso Minardi em Roma, ver BROOK, Carolina. Gli allievi catalani di Tomaso Minardi. <i>In<\/i>: CAPITELLI, Giovanna; GRANDESSO, Stefano; MAZZARELLI, Carla (a cura di). <b>Roma Fuori di Roma<\/b>: L\u2019esportazione dell\u2019arte moderna da Pio VI all\u2019Unit\u00e0. Roma: Campisanto Editore, 12012, p. 335-348, sobre a passagem de Victor Meirelles pelo ambiente art\u00edstico romano, ver COLI, op. cit.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn17\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref17\" name=\"_edn17\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[17]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Sobre as viagens de estudo de artistas brasileiros para a Europa no s\u00e9culo XIX, em especial para a It\u00e1lia e para a Fran\u00e7a, j\u00e1 existe uma ampla produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica. Para algumas valiosas contribui\u00e7\u00f5es a esse tema, ver <a name=\"_Hlk185241174\"><\/a>CAVALCANTI, Ana Maria Tavares. Os Pr\u00eamios de Viagem da Academia em pintura.<i> In<\/i>: PEREIRA, Sonia Gomes (Org.). <b>185 Anos da Escola de Belas Artes<\/b>. Rio de Janeiro: Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFRJ, 2001\/2002, p. 69-91; VALLE, Arthur. Pensionistas da Escola Nacional de Belas Artes na Academia Julian (Paris) durante a 1\u00aa Rep\u00fablica (1890-1930). <b>19&amp;20<\/b>, Rio de Janeiro, v. I, n. 3, nov. 2006. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/ensino_artistico\/academia_julian.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/ensino_artistico\/academia_julian.htm<\/a> Acesso em: 23 set. 2024; DAZZI, Camila. Meirelles, Zeferino, Bernardelli e outros mais: a trajet\u00f3ria dos pensionistas da Academia Imperial em Roma. <b>Revista de Hist\u00f3ria da Arte e Arqueologia<\/b>, v. 10, p. 17-42, 2008; PEREIRA, Sonia Gomes. Os Exerc\u00edcios de C\u00f3pias dos Nossos Artistas na Europa: o que viam e o que escolhiam. <i>In<\/i>: XXXII Col\u00f3quio do Comit\u00ea Brasileiro de Hist\u00f3ria da Arte, 2012, Bras\u00edlia. <b>Anais do XXXII Col\u00f3quio do CBHA<\/b>. Bras\u00edlia: CBHA \/ UNB, 2012, p. 707-724.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn18\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref18\" name=\"_edn18\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[18]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> A respeito do envio de estudantes paraenses para a Europa durante o Segundo Reinado, em especial aqueles que enveredavam para o campo das artes, ver RODRIGUES, op. cit.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn19\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref19\" name=\"_edn19\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[19]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> SALLES, Vicente. <b>M\u00fasica e M\u00fasicos do Par\u00e1<\/b>. &#8211; 2. ed. &#8211; Bel\u00e9m: FCP, 2016, p. 229.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn20\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref20\" name=\"_edn20\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[20]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> SIMIONI, Ana Paula<b>. Profiss\u00e3o artista<\/b>: pintoras e escultoras acad\u00eamicas brasileiras. 2. ed.  S\u00e3o Paulo: USP\/FAPESP, 2023, p. 165.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn21\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref21\" name=\"_edn21\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[21]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> RODRIGUES, Silvio Ferreira. <b>Enquanto De Angelis n\u00e3o vem<\/b>: o universo das artes visuais na prov\u00edncia do Par\u00e1 (1846-1886). Bel\u00e9m: FCP, 2021, p. 82.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn22\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref22\" name=\"_edn22\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[22]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Para uma an\u00e1lise da hist\u00f3ria do retrato em uma longa dura\u00e7\u00e3o, ver: CASTELNUOVO, Enrico. <b>Retrato e sociedade na arte italiana<\/b>: ensaios de hist\u00f3ria social da arte. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2006.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn23\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref23\" name=\"_edn23\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[23]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> WARNKE, Martin. <b>O Artista da Corte<\/b>: os antecedentes dos artistas modernos. S\u00e3o Paulo: Edusp, 2001, p. 301. <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn24\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref24\" name=\"_edn24\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[24]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Pedro Am\u00e9rico, por exemplo, teve esse cuidado ao executar, em 1872, o famoso retrato do monarca conhecido como <i>Dom Pedro II na Abertura da Assembleia Geral<\/i>, ou<i> Dom Pedro II por ocasi\u00e3o da Fala do trono.<\/i> No retrato est\u00e3o expressos claramente os atributos do poder mon\u00e1rquico, enquanto a pr\u00f3pria pose do soberano se assemelha a dos grandes reis europeus. Em sua realiza\u00e7\u00e3o, a obra devia exprimir a composi\u00e7\u00e3o de uma representa\u00e7\u00e3o firme, confiante e indiscut\u00edvel do imperador.  Cf. PRAZERES, J\u00e9ssica Costa; COSTA, Mariana. A representa\u00e7\u00e3o da simbologia do poder na obra <i>Dom Pedro II na Abertura da Assembleia Geral<\/i>, de Pedro Am\u00e9rico. <b>19&amp;20<\/b>, Rio de Janeiro, v. VI, n. 4, out.\/dez. 2011. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/pa_dompedro.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/pa_dompedro.htm<\/a>  <a name=\"_Hlk185267968\"><\/a>Acesso em: 23 set. 2024.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn25\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref25\" name=\"_edn25\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[25]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> SCHWARCZ, op. Cit, p. 87.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn26\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref26\" name=\"_edn26\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[26]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> PARTE official: Expediente do Governo do dia 17 de maio de 1873. Officios. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 118, p.1, 28 mai. 1873.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn27\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref27\" name=\"_edn27\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[27]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">PARTE official: Expediente do Governo do dia 17 de mar\u00e7o de 1875. Officios. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 68, p. 1, 25 mar. 1875.  <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn28\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref28\" name=\"_edn28\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[28]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> PARTE official: Officios. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 48, p. 1, 25 fev. 1876.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn29\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref29\" name=\"_edn29\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[29]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> <a name=\"_Hlk185217466\"><\/a>NORA, Pierre. Entre mem\u00f3ria e hist\u00f3ria: a problem\u00e1tica dos lugares. <b>Projeto Hist\u00f3ria<\/b>, S\u00e3o Paulo, v. 10, 2012. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.pucsp.br\/revph\/article\/view\/12101\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/revistas.pucsp.br\/revph\/article\/view\/12101<\/a> Acesso em: 20 set. 2024.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn30\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref30\" name=\"_edn30\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[30]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> SETE de Setembro. <b>A Epocha<\/b>, p.2, 7 set. 1859.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn31\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref31\" name=\"_edn31\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[31]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> FESTEJOS do dia 2 de dezembro. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 274, p. 1, 4 dez. 1874. <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn32\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref32\" name=\"_edn32\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[32]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> FESTA litteraria. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 269, p. 2, 28 nov. 1876. <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn33\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref33\" name=\"_edn33\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[33]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> INSTRUC\u00c7\u00c3O P\u00fablica. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 276, p. 1, 4 dez. 1877.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn34\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref34\" name=\"_edn34\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[34]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> ASSUMPTO do dia 28 de setembro. <b>Gazeta de Noticias<\/b>, n. 197, p. 1, 30 de set. 1881.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn35\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref35\" name=\"_edn35\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[35]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Para esse debate, ver: SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. A Academia Imperial de Belas Artes e o projeto civilizat\u00f3rio do Imp\u00e9rio. <i>In<\/i>: PEREIRA, Sonia Gomes (org.). <b>180 anos da Escola de Belas Artes<\/b>. Rio de Janeiro: PPGAV\/EBA\/UFRJ, 1997. p. 127-146.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn36\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref36\" name=\"_edn36\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[36]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Cf. FRANZ, Teresinha Sueli. Victor Meirelles e a Constru\u00e7\u00e3o da Identidade Brasileira. <b>19&amp;20<\/b>, Rio de Janeiro, v. II, n. 3, jul. 2007. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/vm_missa.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/vm_missa.htm<\/a> Acesso em: 5 out. 2024.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn37\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref37\" name=\"_edn37\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[37]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> A primeira, inspirada na carta de Pero Vaz de Caminha, tematiza o encontro da civiliza\u00e7\u00e3o crist\u00e3 europeia com os \u201cselvagens\u201d \u00edndios do litoral brasileiro. J\u00e1 na segunda, sobressai a batalha travada no s\u00e9culo XVII entre brasileiros e holandeses, na qual as tr\u00eas ra\u00e7as constituinte da nacionalidade (brancos, \u00edndios e negros) derrotam o inimigo invasor. Foi tamb\u00e9m dentro desse mesmo esp\u00edrito que, em 1872, o artista executou magistralmente a <i>Batalha de Riachuelo<\/i>, marcando de maneira eficaz o imagin\u00e1rio nacional. Nessa mesma d\u00e9cada, reportando-se ao passado recente da Guerra do Paraguai, Pedro Am\u00e9rico pintaria a <i>Batalha do Ava\u00ed<\/i>, angariando admiradores Brasil afora. Para uma an\u00e1lise da <i>Primeira Missa<\/i>, de Victor Meirelles, ver COLI, Jorge. \u201cPrimeira Missa\u201d e inven\u00e7\u00e3o da descoberta. <i>In<\/i>: NOVAIS, Adauto (org.). <b>A descoberta do homem e do mundo<\/b>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 107-121. Para uma an\u00e1lise da tela <i>Batalha dos Guararapes<\/i>, de Victor Meirelles, ver PEREIRA, Sonia Gomes. <b>Arte brasileira no s\u00e9culo XIX<\/b>. Belo Horizonte: Editora C\/ Arte, 2008; RAMOS, Renato Menezes. Discurso e representa\u00e7\u00e3o \u00e0 luz de uma poss\u00edvel iconografia monumental para a Batalha do Riachuelo. <b>19&amp;20<\/b>, Rio de Janeiro, v. VI, n. 4, out.\/dez. 2011. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/batalha_riachuelo.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/batalha_riachuelo.htm<\/a> Acesso em: 5 out. 2024. Para uma an\u00e1lise da <i>Batalha do Ava\u00ed<\/i>, ver OLIVEIRA, Vladimir Machado de. As vicissitudes das encomendas no s\u00e9culo XIX: A encomenda a Pedro Am\u00e9rico da pintura <i>Batalha do Avahy<\/i> em 1872. <b>19&amp;20<\/b>, Rio de Janeiro, v. VII, n. 2, abr.\/jun. 2012. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/obras_avahy_encomenda.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/obras\/obras_avahy_encomenda.htm<\/a> Acesso em: 5 out. 2024.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn38\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref38\" name=\"_edn38\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[38]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Cf. LETTRAS e artes: Na Italia \u2013 A Batalha do Avay por Pedro Am\u00e9rico. <b>A Constitui\u00e7\u00e3o<\/b>, p.2, 13 mai. 1876. <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn39\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref39\" name=\"_edn39\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[39]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> INAUGURA\u00c7\u00c3O. <b>O Liberal do Par\u00e1<\/b>, n. 239, p. 1, 20 out. 1877.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn40\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref40\" name=\"_edn40\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[40]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> HOSPITAL D. Luiz I: Donativos em objetos. <b>Diario de Belem<\/b>, n. 57, p. 2, 13 de mar. 1881. <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn41\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref41\" name=\"_edn41\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[41]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> COLI, Jorge. <b>Como estudar a arte brasileira do s\u00e9culo XIX?<\/b> S\u00e3o Paulo: Senac, 2005, p.85. <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn42\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref42\" name=\"_edn42\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[42]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> ATEN\u00c7\u00c3O. <b>Jornal do Par\u00e1<\/b>, n. 193, p. 3, 26 ago. 1868. <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn43\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref43\" name=\"_edn43\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[43]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> FATCTOS diversos. <b>O Liberal do Par\u00e1<\/b>, n. 189, p.1, 22 jun. 1870. <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn44\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref44\" name=\"_edn44\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[44]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Para uma an\u00e1lise pormenorizada dessa quest\u00e3o, ver: FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; RODRUGUES, Silvio Ferreira. Onde estava a periferia da arte? Circula\u00e7\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o de c\u00f3pias de pintura europeia na Amaz\u00f4nia no s\u00e9culo XIX. <b>Revista Tempo<\/b>, v. 23, n. 3, p. 589-608, set.\/dez. 2017.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn45\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref45\" name=\"_edn45\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[45]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> COELHO, Geraldo M\u00e1rtires. <b>No cora\u00e7\u00e3o do povo<\/b>: o monumento \u00e0 Rep\u00fablica em Bel\u00e9m, 1891-1897. Bel\u00e9m: Paka-Tatu, 2002, p. 23. <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn46\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref46\" name=\"_edn46\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[46]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> SALLES, Vicente. <b>Tra\u00e7o &amp; Tro\u00e7a<\/b>: o desenho de cr\u00edtica e de humor no Par\u00e1. Bel\u00e9m: UFPA, 2023, p. 50.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn47\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref47\" name=\"_edn47\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[47]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> BU the Bu. <b>A Semana Ilustrada<\/b>, ano 1, n. 22, p. 6, 21 nov. 1887.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn48\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref48\" name=\"_edn48\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[48]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">  Para uma an\u00e1lise circunstanciada da encomenda e execu\u00e7\u00e3o do pano de boca do Theatro da Paz pelo cen\u00f3grafo Crispim do Amaral, ver: CORREA, Denise Avelino. <b>Alegoria da Rep\u00fablica<\/b>: o pano de boca da sala de espet\u00e1culo do Theatro da Paz (1890) e a representa\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o paraense republicana. Disserta\u00e7\u00e3o, Mestrado em Hist\u00f3ria da Arte (Prof\u00aa. Dra. Leticia Coelho Squeff), Universidade Federal de S\u00e3o Paulo: Guarulhos, 2017.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn49\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref49\" name=\"_edn49\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[49]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Para uma an\u00e1lise do processo de constru\u00e7\u00e3o da figura de Carlos Gomes como her\u00f3i republicano por meio da arte, ver COELHO, Geraldo M\u00e1rtires. <b>O brilho da supernova<\/b>: a morte bela de Carlos Gomes. Rio de janeiro: Agir, 1995; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; ALVES, Moema Bacelar; RODRIGUES, Silvio Ferreira. Parca vida, grande morte: pandemias, epidemias e mem\u00f3rias das imagens na Amaz\u00f4nia de finais do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX. <b>Topoi<\/b>. Revista de Hist\u00f3ria, v. 22, p. 656-679, 2021.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn50\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref50\" name=\"_edn50\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[50]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Sobre essa quest\u00e3o, ver: GINZBURG, Carlo. <b>Medo, rever\u00eancia, terror<\/b>: Quatro ensaios de iconografia pol\u00edtica. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014. <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn51\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref51\" name=\"_edn51\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[51]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> BYOGRAPHIA: O conselheiro Alencar. <b>O Liberal do Par\u00e1<\/b>, ano 10, n. 16, p. 2, 19 jan. 1879.<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn52\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref52\" name=\"_edn52\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[52]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Para alguns exemplos da produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica que analisa o ambiente art\u00edstico nas d\u00e9cadas iniciais da Rep\u00fablica no Par\u00e1, ver, por exemplo, FIGUEIREDO, Aldrin Moura de. Quimera amaz\u00f4nica arte, mecenato e colecionismo em Bel\u00e9m do Par\u00e1, 1890-1910. <b>Clio<\/b>, Recife, v. 28, n. 1, 2010; ALVES, Moema de Bacelar. <b>Do Lyceu ao Foyer<\/b>: exposi\u00e7\u00f5es de arte e gosto no Par\u00e1 da virada do s\u00e9culo XIX para o s\u00e9culo XX. Disserta\u00e7\u00e3o, Mestrado em Hist\u00f3ria, (Prof. Dr. Paulo Knauss), UFF, Rio de Janeiro, 2013; <a name=\"_Hlk185413898\"><\/a><a name=\"_Hlk185413899\"><\/a>SOUZA, Gabriel Borges. O olhar cr\u00edtico do maranhense Jo\u00e3o Affonso do Nascimento. <b>19&amp;20<\/b>, Rio de Janeiro, v. XIX, 2024. Dispon\u00edvel em:   <a href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/o-olhar-critico-do-maranhense-joao-affonso-do-nascimento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/o-olhar-critico-do-maranhense-joao-affonso-do-nascimento\/<\/a> Acesso em: 10 out. 2024.  <\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<div id=\"edn53\">\n<p class=\"MsoEndnoteText\" style=\"margin-bottom: 12pt; line-height: 150%;\"><a title=\"\" href=\"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/artigo\/uma-aquarela-da-patria\/#_ednref53\" name=\"_edn53\"><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; vertical-align: baseline;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span class=\"MsoEndnoteReference\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 107%; vertical-align: baseline;\">[53]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\"> Sobre o conceito de Cripto-Hist\u00f3ria, assim se refere Serr\u00e3o: \u201cAssim, aquilo de designo por Cripto-Hist\u00f3ria poder\u00e1 ser um dos ramos transversais da Hist\u00f3ria da Arte. Atenta ao papel que as obras j\u00e1 desaparecidas na voragem dos s\u00e9culos possam ter assumido em determinadas circunst\u00e2ncias e em termos hist\u00f3ricos, iconol\u00f3gicos, pol\u00edticos ideol\u00f3gicos e, sempre, est\u00e9ticos. Contribui para dar vida a tais esp\u00e9cimes que diversas vicissitudes fizeram desaparecer do patrim\u00f4nio do presente. Ajuda a iluminar, a partir desse estudo, comportamentos espec\u00edficos de estilos de artista, conflito de gosto, preconceitos de mercados ou grupos sociais na circunst\u00e2ncia influentes. Clarifica tend\u00eancias, op\u00e7\u00f5es de encomenda e linhas de programa\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Alarga a nossa percep\u00e7\u00e3o sobre o perfil biogr\u00e1fico de um mestre ou sobre as tend\u00eancias que influem o percurso de uma oficina, esclarecendo as \u2018zonas escuras\u2019 da sua atividade. Explicita melhor, enfim, as condicionantes program\u00e1ticas de uma encomenda art\u00edstica, seja de arquitetura, escultura, talha, ouri\u00e7aria, azulejo, brutesco, cer\u00e2mica, ferragem, parlament\u00e1ria, iluminura ou outra modalidade ornamental\u201d (SERR\u00c3O, V\u00edtor. <b>A Cripto-Hist\u00f3ria da Arte<\/b>: an\u00e1lise de obras de arte inexistentes. Lisboa: Livros Horizonte, 2001, p. 11).<\/span><\/p>\n\n<\/div>\n<\/div>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na segunda metade do s\u00e9culo XIX, conscientes da necessidade de criar la\u00e7os identit\u00e1rios que ligassem a Amaz\u00f4nia ao restante do Brasil, as autoridades paraenses n\u00e3o pouparam esfor\u00e7os na divulga\u00e7\u00e3o da imagem da monarquia como representante m\u00e1ximo da na\u00e7\u00e3o. O presente artigo analisa como o projeto de constru\u00e7\u00e3o de uma almejada identidade nacional na prov\u00edncia do Par\u00e1 durante o Segundo Reinado teve nas artes visuais seu ve\u00edculo privilegiado de promo\u00e7\u00e3o, que deveria forjar, no esp\u00edrito dos paraenses, um sentimento de pertencimento \u00e0 p\u00e1tria brasileira. Vale dizer que, ao enveredar por esse caminho, procura-se tamb\u00e9m trazer \u00e0 luz o ambiente art\u00edstico da Amaz\u00f4nia imperial, cuja hist\u00f3ria carece de ser escrita.<\/p>\n","protected":false},"author":31,"featured_media":4922,"template":"","categories":[23],"tags":[],"revista-issn":[],"edicao":[37],"class_list":["post-4899","artigo","type-artigo","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","edicao-ultima-edicao"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/wp-json\/wp\/v2\/artigo\/4899","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/wp-json\/wp\/v2\/artigo"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/wp-json\/wp\/v2\/types\/artigo"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/wp-json\/wp\/v2\/users\/31"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/wp-json\/wp\/v2\/artigo\/4899\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4922"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4899"},{"taxonomy":"revista-issn","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/wp-json\/wp\/v2\/revista-issn?post=4899"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.dezenovevinte.net\/19_20\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}